Estresse de médicos já é tratado na faculdade


07/10/2006 - 17h31

 

Estresse de médicos já é tratado na faculdade
 Aline Mazzo

Do Diário do Grande ABC

 

Cansaço, irritabilidade, pessimismo e apatia. Os sintomas relacionados podem facilmente ser confundidos com depressão ou crise de ansiedade. Mas quando são manifestados por algum profissional da área de saúde, há mais de seis meses, podem fazer parte de um processo mais complexo. A Síndrome de Burnout, que assola principalmente médicos e enfermeiros, é considerada um estágio antes do estresse patológico e pode ter impacto no trabalho e na vida pessoal.

 

Preocupados com o desenvolvimento da síndrome por estudantes, as faculdades de Medicina da Fundação do ABC, da USP (Universidade de São Paulo), da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e da Santa Casa se reuniram em prol da criação de uma liga nacional para cuidar dos serviços de medicina.

 

O objetivo é fazer a prevenção e evitar que a síndrome ataque os futuros profissionais. “O aluno entra cheio de sonhos na faculdade. Com o desgaste e a exigência pelo perfeccionismo, ele desanima”, explica o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina do ABC, Sergio Baldassin.

 

Tanto médicos como enfermeiros podem apresentar sintomas psicológicos (distúrbios de atenção, memória e instabilidade emocional), orgânicos (dor de cabeça, insônia e disfunções cardíacas e digestivas) e comportamentais (irritabilidade, pessimismo e cinismo) do Burnout, mas é o nível de estresse que vai determinar o diagnóstico. “Se ao aplicarmos o teste de estresse com um limite de 20 pontos, por exemplo, e o médico apresentar 18 ou 19 mais esses sintomas, pode acreditar que é Burnout”, detalha.

 

Os reflexos podem ser percebidos nas consultas e na vida familiar. “O profissional que nem sequer olha o rosto do paciente e o atende mecanicamente, é um possível portador da síndrome”, aponta o psiquiatra. Em casa, está sempre disperso e muito impaciente.

 

Mesmo sabendo da existência do problema, muitos médicos relutam em admitir que estão sofrendo e não procuram especialistas. Só resolvem tomar uma providência quando a situação chega a um ponto crítico, com o aparecimento de doenças psicossomáticas – como psoríase, colite ou asma – ou um quadro de estresse patológico, que pode desencadear hipertensão arterial e até disfunção em hormônios como o da tireóide.

 

O tratamento para o Burnout segue a mesma receita da prevenção: investir na qualidade de vida. “O médico também precisa de atividade física, descanso e momentos relaxantes para dar um bom atendimento.”

 


1997 acessos desde 14 de setembro de 2006.

Busca:

Parcerias:
Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade

Programa Dr. do Sexo com Dr. Celso Marzano e Samanta Fonseca - 3º feira das 21:00 no site www.tvabcd.com.br

Um portal que tem como meta excelente qualidade de vida para você


Hora: 10:56:43 PM
Sábado, 19 de Maio de 2012