Mulher Ousada

Mulher Ousada

Em pesquisas homens foram entrevistados e afirmaram que a maior queixa sobre as mulheres na cama era a passividade. Eles desejavam companheiras mais ativas pois estavam cansados de assumir a responsabilidade de tornar o sexo satisfatório para o casal, principalmente de sentirem que a mulher fica na expectativa de que eles lhe proporcionem o orgasmo e comandem toda a situação.
 
 Porém poucos homens têm a coragem de pedir a uma mulher que conduza o sexo, principalmente se não for uma parceira na qual ele se sinta seguro e à vontade na intimidade. Na verdade, como o homem teme ser rejeitado sexualmente, levar um "não" ou achar que não está desempenhando o papel de "homem de verdade", faz com que ele omita sua vontade de ser dominado sexualmente. Se não diz, a mulher fica com receio de arriscar uma ousadia.
 
A mulher assumindo o controle do sexo, uma vez ou outra, vai oferecer um estimulante poderoso para a fantasia sexual masculina, pois vai ver que isso faz parte dos seus delírios sexuais, ainda que nem sempre dito por ele. As mulheres que estão acostumadas a tomar iniciativas na cama e a dar uma de "dominadora" sexualmente sabem o quanto isso aumenta a excitação de ambos e o quanto o relacionamento fica mais gostoso, malicioso e cheio de cumplicidade. O jogo do amor deve sempre ter muita fantasia, criatividade nos toques e posições sexuais, cumplicidade e muito sentimento.

A primeira dúvida que vem a mente: as mulheres devem tomar a iniciativa na hora do sexo? Sim e não, às vezes sim e outras não. A cultura varia em cada país, cidade e em cada família, nas crenças, tabus e religiosidade. Desta forma a sexualidade, que é a expressão do sexo, varia de pessoa a pessoa. Portanto para uns a postura da mulher tomar a iniciativa pode ser positiva e p/ outros negativa.
 
Cada mulher deve conhecer o seu parceiro, toda a sua resposta sexual e principalmente seus valores em relação às variações sexuais e à expressão da sexualidade, masculina e feminina. Não há uma regra geral onde as pessoas se encaixam.  Em relação em ousar com parceiro fixo ou não, a diferença é grande, pois ousar sem conhecer o parceiro é arriscado e tudo pode terminar ali. Por outro lado se o conhece terá mais segurança e saberá o caminho a seguir e como agir para obter com o parceiro o prazer maior de uma atividade sexual.
 

Os benefícios desse comportamento de mulheres que tomam a iniciativa na hora do sexo são múltiplos como aumento da excitação do casal, resposta sexual mais exuberante e a possibilidade de maior prazer é grande. Os pontos negativos ocorrem quando, mesmo sem querer, a mulher pode colocar em cheque a masculinidade do seu parceiro. Isto trás graves conseqüências ao relacionamento, pois o homem pode se sentir menor, diminuído e psicologicamente agredido e “impotente” em vários aspectos dos seus “deveres sexuais no seu papel sexual como homem”. A mulher com toda a sua inteligência, sutileza e perspicácia deve observar, pensar e decidir como, onde e quando ousar.
Dentro dos tratamentos na terapia sexual a participação da parceira de forma ativa é indispensável para o sucesso do tratamento. 
 

Não vamos esquecer que o erotismo feminino pede o romance, o apaixonar-se lentamente, a descoberta, o deslumbramento. O homem extraordinário que a tira do lugar comum, belo, forte, seguro, fascinante e inatingível e mesmo assim, num golpe de mágica a reconhece na multidão, e fica loucamente apaixonado.
 
Boa sorte!