CAMISINHA E SEUS PRECONCEITOS

CAMISINHA E SEUS PRECONCEITOS

Para garantir a eficiência e a eficácia do uso do preservativo como método de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e vírus  HIV, duas condições são essenciais:
1- que ele seja usado em todas as relações sexuais penetrativas e
2- que seja usada sempre de forma correta.
 
Como "a prática faz a perfeição", lembrar que homens e mulheres sentem-se mais confiantes em relação ao preservativo e têm menor probabilidade de enfrentar problemas de rompimento se praticarem o modo de usá-la corretamente. Pratique antes de usar e não no momento erótico.
 
Você poderá estar ansioso, nervoso e, com certeza, excitado e poderá esquecer de como fazer e correr riscos.Você pode e deve praticar o manuseio com o parceiro. Principalmente visando a proteção contra infecções e gestações indesejáveis o condom vem sendo usado há muito tempo na história da humanidade. Até muito recentemente, no entanto, seu uso era vista como algo de pejorativo, pois a maioria dos usuários as utilizava em relações com prostitutas.
 
Assim, seu uso vem carregado de uma conotação de sujeira, de impureza, que tem sido muito difícil de vencer. Mesmo a machista alegação de que ele diminui o prazer do coito, por reduzir a sensibilidade peniana, não tem grande embasamento na realidade, pois os condons modernos, feitos de latex são extremamente finos e maleáveis.

Na realidade, o grande argumento contra o uso do condom, tanto para anticoncepção quanto para prevenção de DST, é o numero relativamente alto de falhas que o método exibe. Do ponto de vista da anticoncepção, o condom teria margem de falha da ordem de 4 a 8 no índice de Pearl (isto é, 4 a 8 gestações indesejadas em 100 mulheres que se valem do método, em cada ano).

É de se supor que seja no mínimo idêntico ao numero de falhas como anticoncepcional, tendo-se em vista que o vírus é consideravelmente menor que o espermatozóide. Aqui cabem muitas pesquisas.Como barreira física além do condom, pode-se mencionar o uso de espermaticidas, com certa importância na prevenção da gravidez.

No entanto, pela sua baixa eficácia anticoncepcional e nula atuação como exterminador de vírus, tem sido utilizado apenas como método complementar de condons e diafragmas, na intenção de diminuir os riscos de gestação. O preservativo feminino, denominado “camisinha feminina”, é um método de importância crescente, tendo-se em vista ser a única forma possível de uma medida ativa por parte das mulheres que ficariam assim livres do arbítrio masculino de usar ou não o condom. 

Algumas informações importantes sobre preservativos:   O preservativo masculino é um produto de certificação compulsória (obrigatória); por esta razão em todos os preservativos deverá constar o selo do INMETRO e do órgão credenciado que o certificou.  A certificação é o meio de atestar que o produto foi fabricado de forma a atender aos requisitos de uma Norma ou de um Regulamento Técnico Especifico. Esta certificação é realizada por Organismos de Certificação Credenciados - OCC no Sistema Brasileiro de Certificação.

Lembramos que este produto passa por um processo de avaliação constante garantindo ao consumidor segurança de qualidade. A Portaria da Secretaria de Vigilância Sanitária n.49 de 1995 aprova o RTQ9 que regulamenta os preservativos - http://www.anvisa.gov.br.  A Norma brasileira - NBR 11772 - Preservativos masculinos de borracha natural, da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - http://www.abnt.org.br.

Assim antes de comprar a camisinha verifique se: - na embalagem aparece a marca de certificação INMETRO;- a embalagem não está violada, ou seja, não está furada, rasgada, etc.;- não apresenta sinais de umidade;- o produto está dentro do prazo de validade.


DR CELSO MARZANO- UROLOGISTA E SEXÓLOGO- AUTOR DO LIVRO “O PRAZER SECRETO. WWW.celsomarzano.com.br