HPV

HPV- TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER:

Estima-se que 10 a 20% da população adulta sexualmente ativa tenha infecção pelo HPV embora apenas 1% apresente o condiloma clássico e 2% apresente o que chamamos de doença subclínica (diagnosticada somente com a colposcopia).

Os jovens representam o grupo com o maior número de infectados, chegando a taxas de 46% em mulheres de 20 a 30 anos. Estas taxas decrescem com a idade, 10% em mulheres com 40 anos e 5% em mulheres acima de 55 anos de idade.

A transmissão do vírus pode ocorrer através do contato sexual, não sexual (familiar ou hospitalar por fômitos – objetos contaminados) e materno fetal (gestacional,intra e periparto).

Entre estes, o contato sexual representa a maioria dos casos. No contato não sexual, é provável que o HPV, assim como as verrugas cutâneas, possa ser transmitido por fômitos (toalhas, roupas íntimas etc) e também pelo instrumental ginecológico, embora ainda não se saiba por quanto tempo o vírus resista fora do organismo, considera-se que este tipo de transmissão seja viável apenas por um curto período de tempo.

O período de incubação que compreende o período da transmissão à doença (forma clínica e ou subclínica), está entre 3 semanas a 8 meses, com uma média de 3 meses, porém se fazem necessárias condições propícias para seu desenvolvimento. Estas condições, na maioria das vezes, estão relacionadas com a competência imunológica de cada indivíduo e a carga viral (quantidade do vírus) no local da infecção.

As infecções anogenitais pelo HPV podem apresentar três formas distintas :

A FORMA CLÍNICA(condiloma) – caracteriza-se pela verruga genital visível a olho nu . Possui um aspecto áspero e irregular lembrando o aspecto de uma couve-flor, pode aparecer como condiloma acuminado, plano e gigante. A mais comum é a forma acuminada, que é uma forma verrugosa de cor rósea, de superfície rugosa, consistência firme, conhecida como crista de galo. A forma plana aparece no colo do útero como tecido branco acompanhado ou não de alterações vasculares. O condiloma gigante, como o próprio nome o diz, é a forma vegetante exuberante de crescimento às vezes muito rápido.

A FORMA SUBCLÍNICA : na maioria dos casos, apresenta-se sem sintomas ou apenas com sinais incaracterísticos : prurido, ardência, umidade e dor durante a relação sexual. Para identificá-las e visualizá-las se faz necessário a utilização de métodos diagnósticos específicos, como as técnicas de magnificação e aplicação de reagentes , utilizando equipamentos de leitura como o colposcópio e peniscópio.

A FORMA LATENTE é caracterizada apenas pela presença do vírus, não apresenta sinais para diagnóstico. Para os pacientes com histórico de infecções pelo HPV, aconselha-se juntamente com os exames de rotina, acrescentar diagnósticos com técnicas de biologia molecular, as quais permitem a identificação do DNA viral.

Sua localização, na maioria das vezes, é multicêntrica e não apresenta distribuição uniforme.

As áreas de maior acometimento da infecção pelo HPV são:

HPV no Homem – no prepúcio interno, no pênis, na glande e no escroto.

Mulher – na vagina, na vulva e no colo

A MANIFESTAÇÃO DO VÍRUS

O HPV invade o local o qual irá infectar no corpo humano através de pequenos traumatismos (lesões) e vai para as camadas mais internas da pele ou das mucosas onde penetra no DNA de nossa célula (da pele ou mucosa).

Ao penetrar nesta célula ele irá utilizar-se da mesma para futuramente se reproduzir. Esta fase de hospedagem na célula alvo é considerada fase latente da infecção, ou seja, temos o vírus mas não temos a doença. Após o contato com o HPV e sua entrada no organismo, haverá uma fase de incubação que pode variar de semanas a meses.

Na maioria das vezes, este vírus é detectado por nosso sistema imunológico e assim destruído. Porém, algumas vezes, por razões não totalmente esclarecidas, podendo uma delas ser alguma falha de vigilância do nosso sistema de defesa ou ainda pela capacidade infectiva do vírus, ele utiliza-se desta célula a qual ele se hospedou para se reproduzir e produzir novas células virais que irão ocasionar a doença, em sua forma clínica ou subclínica

HPV – DIAGNÓSTICO

O método mais simples de detecção do HPV é a observação das verrugas genitais a olho nu. Entretanto, estima-se que apenas 1% dos pacientes com infecções pelo HPV apresentam condilomas típicos (verrugas visíveis) e que a grande maioria dos casos são subclínicos, portanto, assintomático, o que muitas vezes dificulta um diagnóstico .

O diagnóstico das infecções subclínicas baseia-se principalmente no exame de Papanicolaou ou citopatológico e na Genistoscopia, que se utilizam de reagentes e lentes de aumento.

Outros métodos, como biópsia dirigida e captura híbrida, são utilizados na identificação da infecção, sendo a captura híbrida realizada principalmente nos casos de infecções recorrentes e persistentes para identificação do DNA HPV (tabela 1), proporcionando um melhor direcionamento na conduta a ser adotada com este paciente, tratamento ou apenas controle.

 

Tabela 1 : Tipos de vírus DNA HPV conforme potencial oncogênico

Grupos HPV baixo risco Grupo HPV alto risco

Tipos : 6, 11, 41, 42, 43 e 44

Estão associados às infecções benignas do trato genital como o condiloma acuminado ou plano e neoplasias intraepiteliais de baixo grau. Estão presentes na maioria das infecções clinicamente aparentes (verrugas genitais visíveis) e podem aparecer na vulva , no colo uterino, na vagina, no pênis, no escroto, na uretra e no ânus. Tipos :16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51,52, 56, 58 e 66, preferencialmente os tipos 16 e18.

Possuem uma alta correlação com as neoplasias intraepiteliais de alto grau e carcinomas do colo uterino, da vulva, do ânus e do pênis (raro).

CITOLOGIA (Exame de Papanicolaou)

O diagnóstico citológico da infecção pelo HPV, caracteriza-se pela presença de alterações de forma das células em todos os níveis e variados graus e, através da avaliação destas alterações, o patologista irá identificar a infecção ou a suspeita de células de câncer.

GENITOSCOPIA

Genitoscopia é realizada com o auxílio do colposcópio, aparelho utilizado para aumentar a visibilidade dos tecidos que serão previamente coloridos com reagentes específicos, entre eles, o ácido acético, solução de lugol e azul de toluidina a 1% na vulva, períneo e pênis. Dependendo do local observado, os exames são ditos:

a) COLPOSCOPIA / VAGINOSCOPIA – Colo do útero e vagina.

b) VULVOSCOPIA – Vulva

c) PENISCOPIA – Pênis..VIDE TEXTO ABAIXO

d) OROSCOPIA – É o exame da cavidade oral e é fundamental, principalmente, nos casos em que o paciente refere ao sexo oral. As lesões assemelham-se com as encontradas na mucosa vaginal e em sua maioria estão localizadas nas laterais da língua e gengivas.

e) ANUSCOPIA / RETOSCOPIA – É de fundamental importância a avaliação da região anorretal, pois a incidência pela infecção pelo HPV é elevada em pessoas que praticam o sexo anal. Esse exame consiste em se avaliar, através do colposcópio, anuscópio e retoscópio, toda a região perianal, anal e retal.

BIÓPSIA DIRIGIDA

Após a visualização das lesões através da colposcopia, vaginoscopia, vulvoscopia, peniscopia, procede-se à biópsia, que é a retirada de um pequeno fragmento de tecido, com anestesia local, para estudo.

HISTOLOGIA

A histologia é o estudo dos tecidos do corpo humano. São realizadas biópsias, ou seja, retirada de pequenos fragmentos dos tecidos, onde se realiza o método de coloração deste tecido e, após sua coloração, este tecido será observado com o auxilio do microscópio.

MICROSCOPIA ELETRÔNICA

A microscopia eletrônica é o único método que diagnostica o vírus diretamente, porém é inviável a sua utilização no dia-a-dia pelo alto custo. Além do que, sua precisão fica comprometida nas lesões genitais com baixa quantidade de vírus.

BIOLOGIA MOLECULAR

Neste método a identificação dos agentes infecciosos (vírus, bactérias, fungos) é baseada na detecção do seu material genético (DNA e RNA), onde se torna possível não só a identificação, como também, a quantificação dos mesmos, em um prazo de poucas horas.

Se por um lado a microscopia eletrônica é o único método que permite a visualização das partículas virais diretamente, a biologia molecular, através dos diferentes métodos, permite a confirmação e classificação do vírus de uma maneira indireta, tanto nos casos clínicos, como nos casos subclínicos. Esta técnica vem sendo utilizada com mais freqüência principalmente nos casos de lesões recidivantes e persistentes.

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TRATAMENTO

O tratamento do HPV pode ser feito através de diversos métodos, cada um com suas limitações e com variados graus de eficácia e aceitabilidade por parte do paciente. Estes métodos podem ser divididos em químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos.

Químicos mais utilizados são ácido tricloroacético a 80% – 90%, podofilina;

Quimioterápicos: 5 fluorouracil, interleucina 2;

Imunoterápicos: Interferon alfa e beta, imiquimod e retinóides.

Cirúrgicos: temos a curetagem, excisão com tesoura, excisão com bisturi e os mais atuais que são excisão com alça de cirurgia de alta freqüência (CAF) e o LASER.

A associação entre métodos, como por exemplo LASER e interferon, tem se mostrado um tratamento com bons resultados.

Seu médico deverá orientá-lo sobre o melhor tratamento para seu caso, entretanto o uso de preservativos é mandatário e apoio psicológico pode ser necessário para orientar o diálogo com parceiros e a compreensão correta do problema.

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 PENISCOPIA

A peniscopia é um exame de diagnóstico utilizado para observar lesões ou alterações imperceptíveis a olho nu, que podem estar presentes no pênis, escroto ou região perianal.

Geralmente, a peniscopia é utilizada para diagnosticar infecções por HPV, uma vez que permite observar a presença de verrugas microscópicas. No entanto, também pode ser usado em casos de herpes, candidíase ou outros tipos de infecções genitais.

A peniscopia é um exame recomendado sempre que a parceira ou o parceiro do homem apresenta sintomas de HPV, permitindo descobrir se houve transmissão do vírus. Porém, mesmo que o resultado seja negativo, o homem pode ter a infecção, mas não desenvolver qualquer manifestação.

Como é feita a peniscopia:

​A peniscopia é feita no consultório do urologista e não dói. Para isso, o médico coloca uma compressa com ácido acético em volta do pênis durante cerca de 10 minutos e depois observa a região com a ajuda de um peniscópio, que é um aparelho com lentes capazes de aumentar até 40 vezes. Caso o médico encontre verrugas ou qualquer outra alteração, é feita uma biópsia com anestesia local e o material é enviado para laboratório, de forma a identificar qual o micro-organismo responsável e iniciar o tratamento adequado.

Preparo para a peniscopia:  Aparar bem (não raspar) os pêlos pubianos antes do exame; Evitar contato íntimo durante 2 dias; alimentação normal; Não colocar remédios no pênis 2 dias antes  do exame. Estes cuidados facilitam a observação do pênis e previnem falsos resultados, evitando ter de repetir o exame

 

imgresCISTITE NA MULHER

As cistites são  bastante frequentes nas mulheres. Estima- se que de 2 a 6 em cada 100 mulheres apresentam sintomas de cistite aguda. Outros estudos demonstram que entre 25% e 35% das mulheres tiveram cistite aguda em alguma época da sua vida adulta.

As cistites podem ocorrer por trauma local ,por invasão da bexiga de bactérias de origem intestinal, que penetram no trato urinário da uretra e outros não conhecidos.A ansiedade também favorece o aparecimento desta doença. Dois fatores anatômicos explicam a maoir propensão das mulheres a desenvolverem cistites.

1) Proximidade entre o ânus, a vagina e o orifício de abertura do canal uretral.

Como mostra a figura 2, o orifício uretral na mulher abre-se na vagina e esta encontra-se bastante próxima ao ânus. Mesmo em mulheres com hábitos higiênicos locais cuidadosos, torna-se fácil a contaminação da vagina por bactérias intestinais e a subsequente invasão da uretra.

2-Comprimento de uretra- O canal uretral mede cerca de 25cm no homem e de 3 a 5 cm na mulher. O pequeno comprimento da uretra na mulher torna muito mais fácil a ascensão e a invasão da bexiga por microrganismos vaginais.

CISTITES E ATIVIDADE SEXUAL

Algumas mulheres podem desenvolver cistites no início de sua atividade sexual sendo, por isso, denominadas cistites de lua-de-mel.

1-Inoculação de bactérias na uretra durante o ato sexual;

2-Traumatismo direto do pênis sobre a bexiga vazia: muitas mulheres têm o hábito de esvaziar a bexiga previamente ao coito, permitindo com isso um maior traumatismo diretamente sobre a bexiga e favorecendo assim a cistite ( a urina dentro da bexiga funciona como um amortecedor do trauma).

CLÍNICA DAS CISTITES

As mulheres com cistite apresentam grande aumento do número de micções, com pequenos volumes de urina eliminados a cada vez, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga ,ardor na uretra, dor na bexiga que se exacerba ao fim da micção, jato urinário fraco e, algumas vezes, sangue vivo na urina. Nem sempre todas as manifestações estão presentes e a intensidade das mesmas pode variar em diferentes pacientes.As cistites da mulher não costumam se acompanhar de outras complicações e, por isso, são desprovidas de consequências mais sérias. Contudo, produzem grande desconforto e sofrimento e isso justifica seu pronto tratamento.

As mulheres com cistite apresentam grande aumento aumento do número de micções, com pequenos volumes de urina eliminados a cada vez, sensação de esvazimento incompleto da bexiga ,ardor na uretra, dor na bexiga que se exacerba ao fim da micção, jato urinário fraco e, algumas vezes, sangue vivo na urina.

TRATAMENTO DAS CISTITES

Embora em alguns casos de cistites possa ocorrer cura espontânea da infecção (micções repetidas eliminam as bactérias da bexiga), a maioria das pacientes precisa ser tratada com drogas antimicrobianas. Tratamentos inadequados (tipo de medicação ou tempo de administração inapropriados) constituem a principal  causa de repetição ou de cronificação de cistites. O emprego de analgésicos e banhos de assento em água quente servem para atenuar os sintomas na fase aguda e podem ser utilizados em associação com a medicação antibacteriana.

PREVENÇÃO DAS CISTITES

As medidas profiláticas que serão descritas têm grande importância prática, pois diminuem de forma significativa as chances de ocorrência de surtos agudos de cistites.

Micções frequentes: A micção representa um dos mecanismos de defesa do trato urinário contra a invasão  das bactérias (bactérias na uretra são eliminadas com urina durante a micção). Por isso, pacientes propensas a cistites devem urinar com frequência, se possível a cada  3 ou 4 horas.

Ingestão de líquidos: A ingestão de grande quantidade de água contribui para maior formação de urina e isto favorece a eliminação de bactérias durantea micção. Cerca de 2 litros de líquidos devem ser ingeridos por dia.

Higiene pessoal: A higiene feminina implica em cuidados com os orifícios anal, vaginal e uretral e com a pele adjacente, de modo a evitar que bactérias intestinais, eliminadas principalmente por ocasião das evacuações, penetrem na vagina ou uretra. Estas medidas devem ser ensinadas na infância, enfatilizando-se para a criança sobre a necessidade de tais cuidados em decorrência da proximidade entre o ânus e a vagina.

Higiene: A limpeza com papel após as evacuações deve ser feita de frente para trás, e nunca ao contrário, a fim de evitar que bactérias localizadas em torno do ânus sejam carregadas para a vagina.

TRATAMENTOS DISPONÍVEIS PARA A DISFUNÇÃO ERÉTIL

(IMPOTÊNCIA SEXUAL)

 

Nos dias de hoje ocorreram mudanças no estilo de vida e existem opções de tratamento disponíveis para homens com disfunção erétil. Um médico pode explicar as melhores opções de tratamento. Em alguns casos, a primeira opção de tratamento satisfaz plenamente o paciente e sua parceira. Para outros pacientes, diversas opções podem ser experimen­tadas antes que seja encontrada uma opção satisfatória. Entre as opções de tratamento comprovadas se encontram:

– Mudança de Hábitos e de Medicamentos: Parar de fumar pode ser um passo importante na redução do impacto ou, mesmo, na eliminação total da impotência. Mudança de medicamentos de prescrição, sempre sob orientação médica, também ajuda a enfrentar o problema.

 

– Medicamentos Hormonais: Somente 50/o dos casos de disfunção erétil são causados por níveis irregulares de hormônios sexuais, tais como taxas baixas de testosterona, excesso de prolactina e excesso de estrógeno. Felizmente, para os homens que por um desequilíbrio hormonal, exis­tem medicamentos que podem restaurar este equilíbrio.

 

Terapia Sexual: Em razão de a disfunção erétil ser mais freqüentemente resultante de uma combinação de fatores físicos e psicológicos, o aconselhamento e terapia reduzem o nível da ansiedade, reduz o impacto e a duração do problema. Esta terapia pode ser usada em conjunto com outros tratamentos conduzidos por um médico.

 

– Dispositivos de Vácuo: Este tratamento envolve o uso de um dispositivo externo a vácuo e de um ou mais anéis de tensão (basicamente, faixas de borracha). O dispositivo funciona inserindo-se o pênis num cilindro de plástico, que é então bombeado para criar um vácuo controlado. Assim que uma ereção ade­quada é obtida, uma faixa de contensão desliza, posicio­nando-se ao redor da base do pênis para manter a ereção; o dispositivo a vácuo é então removido.

 

Tratamento com Injeções no pênis: Uma das modalidades mais recentes de tratamento envolve a auto-aplicação de medicamento na parte lateral do pênis. Esta injeção, relativamente indolor, produz ereções de boa qualidade em cerca de 70-80 % dos pacientes. É uma opção segura e eficiente para os pacientes que não podem utilizar a via oral como tratamento.

 

Prótese Peniana: Este tratamento consiste na colocação de um dispo­sitivo fixo ou removível nas duas laterais do pênis, permitindo ereções com a freqüência desejada. Este tratamento não deve ser recomendado antes de terem sido considerados ou tentados outros métodos não cirúrgicos.-

 Tratamento Oral:

–  Tratamento Oral:A ioimbina é encontrada naturalmente na casca de árvores perenemente verdes e tem sido usada há séculos.Estudos realizados questionam a eficácia da droga, entretanto, uma pequena porcentagem de homens relata a sua utilidade na disfunção erétil.

Entre os tratamentos existentes, é o de mais fácil administração, com excelentes resultados e que vem mudando a resposta sexual de milhares de homens no mundo. ALÉM DO VIAGRA TEMOS O CIALIS E LEVITRA, VIVANZA – medicamentos lançados no Brasil.

O Viagra® (SILDENAFIL): uma das drogas mais consumidas no mundo, com eficácia comprovada de 60 a 80% é a opção mais fácil e mais utilizada no momento e plenamente conhecido pela população. Em comprimidos azuis de 25, 50 e 100 mg. Efeito de 6 horas, com forma de atuação e efeitos colaterais semelhantes aos descritos abaixo.

O Cialis® (TADALAFIL) : Em comprimidos de 10 e 20 mg de cor amarelos claros e com forma de amêndoa; São inibidores da fosfodiesterase  5 nas células musculares do pênis, o que leva a manutenção da ereção peniana; Não deve ser utilizado junto com medicamentos anti hipertensivos a base de NITRATOS.  O homem deve tomar o comprimido 30 minutos antes da relação e o mais revolucionário, dito pelo fabricante, é o seu efeito permanecer por 36 horas. Como efeitos colaterais (em pequena porcentagem dos homens) podem ocorrer: cefaléia, indigestão, lombalgias , congestão nasal e tonturas. Bom resultado em 75% dos pacientes.

O Levitra®  ( VARDENAFIL):   Age também como inibidor da enzima fosfodiesterase tipo 5 , relaxando os músculos do pênis e mantendo a  sua ereção. Como forma de apresentação tem comprimidos de 5, 10 e 20 mg, de cor alaranjada. Age em 25 minutos após a sua ingestão e tem duração de 5 horas. Apresentou 73% de bons resultados. Como efeitos colaterais podemos citar a congestão nasal, a cefaléia, em pequena porcentagem dos pacientes.

ZYDENA 100 MG.LANÇADO EM 2015

 

Devemos ressaltar que um acompanhamento de terapia psicológica ( sexual)  também é necessário, pois qualquer destas opções de tratamento para a disfunção erétil não aumenta  o sentimento , o amor, a erotização e o desejo entre o casal, alicerces fundamentais para uma boa resposta sexual.  

 

  

 

COMO VAI A SUA PRÓSTATA? PROSTATA 03

Pouco se fala sobre a próstata, mas todo homem com mais de 40 anos de idade deve saber mais sobre o assunto. As mulheres podem ajudar preventivamente alertando seus maridos, pais, familiares e amigos contra uma das  doenças que mais mata os homens hoje .

 1-Onde fica a próstata?

A próstata é uma glândula, localizada na saída da bexiga, por  onde passa a primeira parte da uretra, que é um canal que leva a urina da bexiga para o meio externo. Todo homem tem a próstata . Ela pesa dentro da normalidade até 20 gramas.

2-Para que serve a próstata?

A próstata contribui para a formação do líquido seminal, que é  a maior parte  do liquido liberado na ejaculação .

3-Quais as doenças  que acometem a próstata?

a)PROSTATITE– é uma inflamação provocada por germes; causa dor, ardência, dificuldade para urinar, e as vezes febre ou pus no canal do pênis.

b)AUMENTO DA PRÓSTATA-HIPERTROFIA– após os 40 anos ela cresce e estreita o canal do pênis e pode causar sintomas de obstrução à urina=1)sensação de não esvaziar completamente a bexiga após o término da micção 2)necessidade freqüente de urinar 3)jato urinário fraco que obriga a fazer força para começar a urinar; necessidade de levantar a noite para urinar, etc. É uma doença benigna.  Este aumento não é Câncer(vide foto abaixo)

 

c)CÂNCER DE PRÓSTATA– é um probpróstatalema muito sério e se trata de um aumento maligno da próstata que pode pôr em risco a vida do paciente; é o câncer mais freqüente no homem e apresenta além dos sintomas do crescimento do órgão, sangramento na urina e dores ósseas. Pode se espalhar pelo corpo (metástases) por via sangüínea.

 

 4)Como saber se a próstata está boa?

O trauma do homem é ser examinado e fazer um toque retal .Este exame não torna o homem menos “macho”,  não influenciando na sua masculinidade  e pode sim prolongar a sua vida por muitos anos e evitar muito sofrimento. De início se faz um exame geral clínico, em seguida exames laboratoriais e um ultra-som de próstata. Geralmente após se faz o toque retal.

 5)Quando procurar o médico urologista? 

Não é necessário ter os sintomas citados acima para procurar o médico. Após os 40 anos todo homem deve fazer um check-up de próstata. O câncer de próstata no início não dá sintomas e sinais ao homem.

Prevenção é o caminho para a saúde: Se necessário deve se orientar quanto ao tratamento, que não é sempre cirúrgico. Há tratamento com medicamentos, sem ter que operar. FAÇA UM EXAME MÉDICO UMA VEZ AO ANO.

O homem com saúde tem muitos desejos e sonhos; O DOENTE só tem um. PREVINA-SE: FAÇA UM EXAME MÉDICO UMA VEZ AO ANO.

    • VASECTOMIA:

  • Na consulta médica urológica, saiba como é realizada a vasectomia, detalhes e tire as suas dúvidas.
  • A vasectomia é um método contraceptivo quase 100% eficaz.
  • O procedimento será realizado como uma cirurgia ambulatorial, sem necessidade de internação, e há apenas um pequeno risco de efeitos secundários e complicações.
  • A vasectomia pode custar menos para sua família do que a alternativa de esterilização ou controle de natalidade feminina. Você não terá que se preocupar com métodos contraceptivos (preservativos, por exemplo) antes de ter uma relação sexual.
  • O procedimento, que leva de 20 a 30 minutos, consiste em anestesiar a área, fazer uma incisão no saco escrotal, localizar e cortar o canal deferente por onde passam os espermatozóides, selar o canal, costurar a incisão, curativo e, então, repetir o procedimento no outro lado.

Dúvidas do procedimento vasectomia:

 1) A vasectomia interfere na potência sexual masculina?

Definitivamente NÃO, pois não há razão orgânica para isto. O procedimento da vasectomia consiste na interrupção de um canal (“Canal” ou “Vaso Deferente”) na bolsa escrotal, muito longe, do ponto de vista anatômico, dos nervos e artérias que são utilizados na ereção. Não existe possibilidade de ocorrer qualquer tipo de acidente. O pênis e os testículos não estão envolvidos no procedimento. Pela mesma razão, não há interferência no prazer sexual (orgasmo) e na resposta sexual como um todo. Inversamente, alguns pacientes apontam melhora do prazer sexual pela eliminação do medo de uma gravidez indesejada ou então pela eliminação
de uso do preservativo.

2) Se eu fizer vasectomia, vou parar de ejacular?

Não, porque quando se faz a vasectomia apenas o canal deferente é interrompido, impedindo a eliminação dos espermatozoides, que corresponde apenas de 1 a 2% do volume do esperma. O líquido seminal (98%) continua saindo normalmente e esta diferença não é perceptível.

3) Cortando o canal que sai do testículo transportando o espermatozoide, não haverá também a parada de produção do hormônio masculino?

Não, a testosterona, hormônio produzido no testículo, entra na circulação sanguínea (por onde vai ser distribuído a todo o organismo) através das veias dos testículos que não são interrompidas no procedimento de vasectomia.

4) O procedimento é doloroso? Vou sentir dor quando passar o efeito da anestesia?

A anestesia é local, o que significa a introdução de um anestésico líquido sob a pele utilizando uma agulha muito delicada e muito fina. Invariavelmente, é relatado pelos pacientes apenas uma pequena ardência no local. Durante o procedimento, após a realização da anestesia, não existe nenhum tipo de dor. Após o procedimento, geralmente toma-se algum tipo de analgésico. O mais comum é o comentário da percepção de que “foi mexido”, mas que não chega a configurar dor.

5) Em quantos dias posso ter relações sexuais?

As relações estão liberadas em torno de 7 dias, lembrando-se sempre de usar algum método que evite a gravidez (“camisinha”, pílula ou outros) até fazer o exame de esperma para confirmar que não há mais espermatozoides no ejaculado.

6) Por quanto tempo preciso usar camisinha (ou a parceira usar pílula para evitar a gravidez)?

Em torno de 30 dias ou após um mínimo de 15 ejaculações geralmente desaparecem todos os espermatozóides do sêmen, pois mesmo após o procedimento, uma certa quantidade que já estava armazenada, ou seja, já tinha passado pelo ponto da interrupção, é progressivamente eliminada (porém, devido à vasectomia, não ocorre mais a reposição). Isto acontece em torno de 15 ejaculações no prazo de um mês..

7) A vasectomia é reversível?

Sim. Tecnicamente, hoje se consegue recanalizar o Vaso Deferente com o uso de instrumentos que aumentam a imagem, porém, muitas vezes, mesmo com o retorno do espermatozóide ao sêmen vê-se uma maior dificuldade de se obter a gravidez.

8) A vasectomia é um método anticoncepcional seguro? Como ela é feita?

É o método mais seguro e cômodo porque independe de participação ativa dos parceiros para evitar a gravidez, como por exemplo, lembrar-se de tomar anticoncepcional praticamente todos os dias; ter que “vestir” o preservativo ou diafragma; ter os cuidados que o DIU exige, inclusive com reavaliações periódicas; etc.. A segurança da efetividade do método é, inclusive, sempre confirmada com a realização do exame de esperma após, aproximadamente, 30 dias após a vasectomia. No procedimento, utiliza-se 4 manobras clássicas para definitivamente interromper o canal sem o risco de haver uma recanalização espontânea:

São elas: I. corte do canal;
II. ligadura com fio inabsorvível, ou seja, “amarra-se” os cotos do canal com um fio;
III. cauterização dos dois cotos para causar a formação de um tecido cicatricial com a finalidade de obstruir ambas as extremidades dos cotos;
IV. sepultamento da extremidade (coto) do Vaso Deferente que vem do testículo. Este fica totalmente envolvido na membrana que o circunda , isolando-o dos tecidos vizinhos.

9) O que acontece com os espermatozóides após a vasectomia?

Os espermatozóides já formados vão sendo destruídos e absorvidos pelo organismo e as células germinativas, aquelas que produzem novos espermatozóides diminuem ou até mesmo param de produzir logo que aumenta a pressão dentro do canal que foi obstruído pela vasectomia.Eles poderão existir em uma possível punção no futuro para fertilização in vitro assistida.

10) Quais as complicações possíveis da cirurgia?

São poucas, raras e de pouca repercussão (os números entre parênteses referem-se a um estudo inglês onde foi realizado 6.248 vasectomias e corresponde à porcentagem de complicações. Schmidt,S.S.: Vasectomy by section, luminal fulguration and fascial interposition: results from 6248 cases. British Journal of Urology, 76:373-375,1995) : hematoma no local (0,3%), infecção tratada domiciliarmente (granuloma em 0,9%), epididimite congestiva (4,8%). Não houve casos de infecções de maior gravidade. A epididimite congestiva ocorre pela própria razão de ser da vasectomia, pois, em alguns casos, os espermatozóides que ficam retidos causam esta alteração que é tratada com antiinflamatório e aplicação de gelo.

11) Em quanto tempo posso voltar a trabalhar e a praticar esportes?

Para atividades que não utilizam força física, o retorno pode ser em 48 horas. Para trabalhadores braçais ou para aqueles que praticam esportes, o ideal é aguardar no mínimo 48 horas. Esportes mais agressivos e academia em torno de 15 dias.

12) Quando devo retirar os pontos?

Não é necessário retirar os pontos. Eles caem sozinhos.Ou porque os pontos são absorvíveis, ou porque o orifício é tão pequeno que se dispensou a colocação do mesmo.

 13) Como fica o banho?

No dia seguinte já se pode tomar banho de chuveiro. O banho de banheira não é recomendado por 10 dias.

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 POSTECTOMIA

Fimose: Corresponde ao estreitamento do anel de pele que impede a adequada exposição da glande. Praticamente todos os recém-nascidos apresentam prepúcio com estas características, que os pediatras denominam fimose fisiológica.

Fimose refere-se à dificuldade para expor a glande (cabeça do pênis) por estreitamento do meato da pele que recobre a glande, chamada prepúcio. A origem pode ser congênita ou adquirida e, a causa comum é a infecção crônica associada à dificuldade de higiene local. A fimose pode ocorrer em qualquer idade.

O excesso de prepúcio pode levar a persistência de secreção e resíduos junto à glande (tecido de descamação ou pós-coito), que favorecem a proliferação de bactérias e inflamação crônica da região da glande e prepúcio conhecida como balanopostite. Pacientes diabéticos podem apresentar infecção prepucial crônica de repetição como manifestação inicial da doença

Circuncisão: Consiste na remoção total da pele do prepúcio, deixando-se a glande totalmente exposta. Forma praticada pelos religiosos.

Postectomia: Remoção parcial, preservando-se quantidade de pele suficiente para recobrir a glande, que poderá ser facilmente exposta nos momentos de higiene. Preferida pela maioria dos cirurgiões.

E quais são os benefícios? Prevenção de infecção do trato urinário; Prevenção de aquisição do HIV; Menor transmissão de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis); Prevenção de câncer peniano.

Obs: O procedimento cirúrgico não apresenta efeitos adversos sobre função sexual, sensibilidade ou satisfação.

Tratamentos da Fimose

A fimose pode ser tratada com uso de cremes e higiene local rigorosa, mas quando se torna crônica, leva a formação de fissuras (pequenos ferimentos) que atrapalham ou impedem a relação sexual e levam a retração da pele e aderência do prepúcio à glande deformando e por vezes dificulta a capacidade de urinar.

Em casos, quando há sintomas graves de fimose como: dificuldade ao urinar, processos inflamatórios com a presença de pus e impossibilidade de expor a glande, o urologista pode optar pela cirurgia de fimose, chamada de postectomia, mas conhecida como cirurgia de circuncisão.

A cirurgia costuma ser rápida e em adultos é feita com anestesia local, utilizando fios absorvíveis (não precisa retirar pontos), é feito curativo local diário não chegando a afastar de suas atividades. O retorno a vida sexual demora cerca de 30 dias, e a satisfação após a cirurgia, feita com técnica adequada costuma ser muito grande. Em crianças, geralmente esperamos até que possa ser submetida ao tratamento cirúrgico sob anestesia local, a menos que apresente dor, infecção de repetição ou dificuldade de urinar.

Parafimose: a complicação da fimose

Parafimose é a complicação da fimose, quando o prepúcio é retraído para expor a glande, mas o estreitamento impede que seja recolhido, causando o “estrangulamento” da glande, o que provoca dor e edema local.

A parafimose pode ser causada pela masturbação de uma paciente com fimose. Essa é uma emergência médica e, neste caso, um médico urologista deve ser contactado imediatamente para resolver o problema.

Freio Bálano prepucial Curto e a fimose

O freio bálano prepucial, conhecido também como cabresto masculino, é a estrutura que une a pele do prepúcio à base da glande do pênis. Quando o paciente tem fimose e é necessário retirar o excesso de pele na glande do pênis, o freio deve ser seccionado. É realizada uma sutura dos tecidos mucosa e pele, criando uma nova ponte de ligação entre a glande e o corpo do pênis.

Vale lembrar que o freio bálano prepucial só traz problema para o homem quando muito curto, pois causa dor na ereção, na penetração vaginal e impede a relação sexual. Retirar o freio bálano não resolve problema de ejaculação precoce

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 PENISCOPIA

A peniscopia é um exame de diagnóstico utilizado para observar lesões ou alterações imperceptíveis a olho nu, que podem estar presentes no pênis, escroto ou região perianal.

Geralmente, a peniscopia é utilizada para diagnosticar infecções por HPV, uma vez que permite observar a presença de verrugas microscópicas. No entanto, também pode ser usado em casos de herpes, candidíase ou outros tipos de infecções genitais.

A peniscopia é um exame recomendado sempre que a parceira ou o parceiro do homem apresenta sintomas de HPV, permitindo descobrir se houve transmissão do vírus. Porém, mesmo que o resultado seja negativo, o homem pode ter a infecção, mas não desenvolver qualquer manifestação.

Como é feita a peniscopia:

​A peniscopia é feita no consultório do urologista e não dói. Para isso, o médico coloca uma compressa com ácido acético em volta do pênis durante cerca de 10 minutos e depois observa a região com a ajuda de um peniscópio, que é um aparelho com lentes capazes de aumentar até 40 vezes. Caso o médico encontre verrugas ou qualquer outra alteração, é feita uma biópsia com anestesia local e o material é enviado para laboratório, de forma a identificar qual o micro-organismo responsável e iniciar o tratamento adequado.

Preparo para a peniscopia:  Aparar bem (não raspar) os pêlos pubianos antes do exame; Evitar contato íntimo durante 2 dias; alimentação normal; Não colocar remédios no pênis 2 dias antes  do exame. Estes cuidados facilitam a observação do pênis e previnem falsos resultados, evitando ter de repetir o exame

 

            A8- cálculo 01             CALCULOSE  DE VIAS URINÁRIAS

 

Um dos problemas mais comuns na Urologia é a conhecida “pedra” no rim. O nome correto é cálculo que pode localizar-se nos rins, ureteres (canais que ligam os rins à bexiga) e bexiga. São formados a partir de uma matriz orgânica e um material cristalino – cristais (cálcio, ácido úrico, amônia, magnésio) que vão se agregando com o passar do tempo. Os cálculos menores podem percorrer as vias urinárias excretoras e ser eliminados com a urina, sem causar sintomas. Mas, os sintomas não estão diretamente relacionados com o tamanho do cálculo. Não é o cálculo maior que dá maior dor, mas depende de como ele é formado. Em geral são cheios de espículas que ao se deslocarem machucam os tecidos por onde passam, levando a dores intensas com ou sem sangramento na urina.

SINTOMAS : 1. Dor em cólica ou dor inespecífica que é mais comum nas crianças, 2. Hematúria (sangue na urina visível ou não),3. Náuseas e vômitos (provocados pela dor) e 4. Disúria (dor para urinar) frequenta quando há infecção urinária associada ou o cálculo já esteja na bexiga.

COMPLICAÇÕES : Uma complicação importante que pode ocorrer com os pacientes com litíase (calculose) é a Obstrução das Vias urinárias com hidronefrose(dilatação) das mesmas podendo chegar até à destruição do rim.

DIAGNÒSTICO : Baseia-se principalmente no Raio X simples e no Ultrasson das Vias Urinárias. Muito usada atualmente é a Tomografia Computadorizada Helicoidal sem contraste para o diagnóstico dos cálculos ureterais que são, pelos outros métodos de difícil visualização, principalmente se forem cálculos que não aparecem no RX.

Não é uma doença específica do adulto; por isso, com o uso da Ultrassonografia Abdominal , as crianças que até há pouco tempo vinham sofrendo com dores abdominais, que eram rotuladas como devodas a Verminose, tiveram o diagnóstico de Urolitíase (calculose dos rins) facilmente realizado. A importância desse esclarecimento é saber-se que não foi o número de crianças com cálculos de vias urinárias que aumentou nos dias de hoje e sim que o diagnóstico agora está sendo feito.

TRATAMENTO : 1. Tratamento Clínico : muitos preconizam o tratamento sintomático com conduta expectante, esperando que o cálculo seja expelido por si. Nesse caso é usada medicação sintomática no sentido de minimizar as dores e os vômitos. Não concordamos muito com esse ponto, pois só quem já teve Cólica Renal sabe como é difícil passar por isso. 2. LITOTRIPSIA EXTRACORPÒREA (LECO) : O procedimento mais preconizado atualmente para o tratamento da urolitíase, tanto para adultos como para crianças, é a litotripsia extracorpórea que fragmenta o cálculo para que seus pedaços menores sejam eliminados facilmente com a urina. È o que se denomina implosão dos cálculos, que é feita por ondas de choque com RX ou Ultrasson, que atingem o cálculo pulverizando-o ou deixando-o em fragmentos menores.

A LECO é um procedimento não invasivo que evita uma cirurgia aberta. Somos adeptos ao uso de uma sedação profunda do paciente durante o tratamento para que este seja mais efetivo e sem dor.

Hoje, procuramos fazer um estudo do Perfil Metabólico para Calculose de Vias Urinárias em todos os pacientes, quando, através da análise de vários componentes da urina e do sangue, podemos estudar qual é o erro do organismo que leva à produção recidivante de cálculos.

CIRURGIA: Os pacientes com cálculos maiores de 2 a 3 cm e aqueles cujo resultado não foi o esperado na LECO devem ser submetidos a cirurgia .

EVOLUÇÃO : Mesmo após a fragmentação e eliminação total dos cálculos, é imperioso que o paciente faça controle periódico a cada 6 meses, com Ultrasson ou Raio X e exame de urina, para verificar-se a presença, a localização e o tamanho dos cálculos.

 

SIGA SEMPRE A ORIENTAÇÃO DE UM UROLOGISTA

ANDROPAUSA E A TESTOSTERONA

 Sabe-se que a  População de + 60 anos  crescerá 107%

-De 1950 a 2025 a população de +60 anos aumentará 15x

Motivos: (deste crescimento)

ØMelhores condições sanitárias

ØProfilaxia das doenças.

ØPlanejamento familiar            

ØNovos medicamentos

ANDROPAUSA: Síndrome clínica caracterizada ,bioquimicamente  pelo declínio dos níveis plasmático de testosterona , associado às vezes com baixa taxa plasmática dos hormônios de crescimento, deidroepiandrosterona e da malatonina.

-Ocorre alterações na homeostase hormonal.
-Declínio da testosterona livre = 1,2 % ao ano(após 39 a ) .
-A secreção do hormônio do crescimento diminui 14% por década após a puberdade.          

 Manifestações clínicas:

       Fadiga muscular, insônia,  alterações do humor e do raciocínio, perda da memória, depressão, diminuição da massa corpórea e força muscular, osteoporose, perda de pelos, alterações na pele e aumento da gordura visceral .

 Sexualmente:

  •  – Perda da libido 
  • Disfunção erétil (qualidade das ereções- Principalmente noturnas)

 Possíveis fatores causais:

Falta de parceira sexual, Stress, depressão,  doenças  clínicas,  má nutrição,  obesidade, drogas, medicamentos, etc.

 Alterações nos parâmetros da resposta sexual masculina NA TERCEIRA IDADE

 Desejo: cultura (se acha velho, dificuldades de encontrar parceiras, o mito da beleza, medo da impotência ,etc)

Excitação:

-As áreas erógenas concentram-se na região dos genitais externos (extremidades e genitais).  Daí a necessidade de uma estimulação genital mais direta.

-Maior tempo para a ereção(é mais lenta) e é menos rígida.

-Maior dificuldade para recuperar a ereção quando perdida.

-Diminuição do rubor sexual(diminui com a idade).

Orgasmo:

-Maior tempo para ejacular (ou ausente).

-Diminuição do volume do ejaculado.

-Menor força do jato ejaculatório.

-Perda da sensação de inevitabilidade ejaculatória.

-Ejaculação sem emissão prévia.

Resolução:-período mais longo.

 Sexualidade Masculina – Reposição Hormonal

Temos poucos estudos controlados.

Nem sempre a reposição hormonal corrige os sintomas.

    ELA É

Obrigatória: 1)hipogonadismo   2)micro-pênis  3)atraso puberal

Recomendada: diminuição do libido com  testosterona total / livre abaixo do Normal.

Controversa: 1) disfunção erétil e testosterona total / livre nos limites inferiores da  normalidade      2) osteoporose.

 Perguntas a ser respondidas(antes de dar testosterona)

 1-De que modo podemos identificar os homens que  vão se beneficiar com a reposição hormonal ? PELO EXAME DE TESTOSTERONA E AVALIAÇÃO CLÍNICA

2-Quais portadores de um nódulo latente de  adenocarcinoma de próstata poderão   manter-se estáveis e não evoluir ao receber a testosterona ?

ESTA QUESTÃO ESTA SENDO ESTUDADA E ATÉ O MOMENTO  NÃO FAÇO REPOSIÇÃO EM PACIENTE COM CÂNCER DE PRÓSTATA

Papel do urologista:

 -Examinar e avaliar anormalidades testiculares.

-Fazer ou não a reposição hormonal dependente  de evidencias clínicas, laboratoriais e de dosagens hormonais terapêuticas .

-Monitoramento rigoroso e continuado.

-Quando os benefícios sejam evidentes e          ultrapassem os riscos.

 REGRAS PARA MELHORAR A SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE

1 – Manter durante toda a vida uma prática sexual contínua e equilibrada.A regra diz:quanto mais atividade sexual maior a possibilidade de  se manter  desta forma, quanto menos sexo  a freqüência é menor.

2 – Cuidar do seu estado geral . Evite  fatores que diminuam a sua saúde

3 – Conhecer e adaptar-se às mudanças fisiológicas vindas com a idade (menor freqüência de coitos;  mais afetivos; mais prazerosos)

4 – Adaptações sexuais :

  1. a) mais aptidões manuais e tácteis (dar mais valor para carinhos, beijos, agrados, etc.. Nem sempre tendo como resultado o coito)
  2. b) variedades sexuais – necessárias para tirar a monotonia da repetição e o desgaste do dia a dia.
  3. c) imaginação – muito necessária para aprimorar as relações sexuais e ter a cada dia maior possibilidade de prazer.
  4. d) fantasias sexuais – também ajudam a melhorar a sexualidade do casal.

Ação da testosterona:

atinge seus níveis mais altos quando o homem está entre 15 e os 30 anos.

  • Cérebro: ajuda na concentração e ,provavelmente,aumenta a capacidade de memória.
  • Libido: Aumenta o impulso sexual
  • Pêlos: Estimula o crescimento de pêlos na face,no peito,nas axilas e na região púbica
  • Voz:engrossa a voz na puberdade
  • Músculos: Aumenta a massa muscular
  • Gordura: Diminui a gordura do corpo
  • Órgãos: É responsável pelo desenvolvimento normal dos órgãos sexuais masculinos
  • Ossos: Aumenta a densidade e o crescimento ósseo

 Como o hormônio é administrado:

  • Injeção IM
  • GEL
  • Pomada

   DISFUNÇÕES SEXUAIS–MAIS FREQUENTES DO QUE PENSAMOS

 Podemos dizer que o dia a dia conspira contra o sexo, pois conciliar a família,os amigos,o trabalho e os nossos interesses pessoais é muito difícil. Podemos ainda adicionar  a todo este stress  a situação financeira do país (sempre instável ) , problemas outros que afetam o nosso controle emocional e principalmente o envelhecimento inevitável do nosso corpo. Por tudo isso teremos em um curto espaço de tempo algum tipo de disfunção sexual, de maior ou menor grau.

O gostoso arrepio na nuca, o desejo incontrolável de ir para a cama após muitos beijos, as fantasias sexuais que vem as vezes em nossas mentes , o tremor do corpo quando tocado pela pessoa que desejamos – sinais  de envolvimento erótico na  resposta sexual que devemos e podemos resgatar. Para isso devemos  manter a nossa sexualidade sempre vibrante e presente para evitar que o desgaste do dia a dia  leve  os casais a serem somente bons amigos e ex-amantes ( ou com uma freqüência sexual  tão pequena que os deixem infelizes). As disfunções sexuais mais comuns são a impotência, a ejaculação precoce, a dificuldade para o orgasmo no homem e mais na mulher, e a queda do desejo individual ou do casal.Vamos discutir algumas destas disfunções.

O que é disfunção erétil ?

A Disfunção Erétil (DE), também conhecida como impotência, é a incapacidade de conseguir ou sustentar  uma ereção adequada para uma relação sexual. A DE é uma moléstia comum, tratável e que, somente no Brasil afeta cerca de 20 milhões de homens. Ainda assim, os dados mostram que menos de 10 por cento dos homens afetados acabam, de fato, sendo tratados. Acredita-se que o número dos que recebem tratamento seja pequeno devido à relutância que os homens têm em discutir o assunto com seus médicos. Além disso, alguns médicos não se sentem à vontade para tratar deste assunto com seus pacientes.

 0 que causa a disfunção erétil?

A maioria dos homens experimenta, em algum momento de suas vidas, incapacidades ocasionais de ereção, usualmente em razão de fadiga, estresse tem­porário ou consumo excessivo de álcool. Uma perda temporária da capacidade de ereção não é algo com que se deva preocupar. Entretanto, se esta condição perdura ou interfere com a atividade sexual normal do homem, deve-se buscar aconselhamento médico.Até os sessenta anos de idade temos 90% de causas psicológicas e 10 % físicas; Após os 60 anos temos 50% de causas físicas e 50% psicológicos.

Os homens com DE de origem física, freqüente­mente, experimentam uma instalação gradual dos sintomas. As causas físicas da DE incluem: diabetes, distúrbios neurológicos, cirurgia e ou traumatismo pélvicos, efeitos colaterais de medicamentos, doenças crônicas(como insuficiências renal e hepática), distúrbios hormonais, alcoolismo e abuso de drogas, tabagismo intenso. Os homens que sofrem uma perda repentina da capaci­dade de ereção, geralmente devem sua condição a causas psicológicas. As causas psicológicas da impotência incluem:  estresse e ansiedade relativa ao lar ou ao trabalho,  preocupação  o desempenho sexual , desavenças conjugais,  orientação sexual não resolvida,  depressão e todas as causas que levam a uma estafa emocional. Entretanto, os fatores psicológicos também estão presentes quando a causa da impotência é puramente orgânica. A incapacidade de alcançar ereção nestes casos aumenta a ansiedade e o medo de não conseguir ter ereção.Seja a disfunção erétil causada por fatores físicos, psi­cológicos ou uma combinação de ambos, ela pode se tornar uma fonte de estresse físico, emocional e mental

Que médicos tratam a disfunção erétil?

Os médicos mais qualificados para tratar a DE são aque­les que habitualmente diagnosticam e tratam do pro­blema e que estão atualizados com o que há de mais moderno em pesquisa no tratamento da DE. Como grupo, os urologistas, com formação também em terapia sexual, são os maiores especialistas em DE . Muitos psicólogos e psiquiatras também tratam das disfunções sexuais. Quem quer que seja consultado, deve entender da moléstia, tendo uma visão de causas físicas e psicológicas e ter ciência do seu impacto potencial no homem e em sua parceira. Também é importante que os profissionais médicos discutam os prós e os contras de todas as opções de tratamento com seus pacientes.

Pode alguém ser velho demais para o tratamento?

A atitude, e não a idade, é a maior barreira para o trata­mento da disfunção erétil. Muitos homens que experimen­tam dificuldade em produzir uma ereção podem considerar o problema como uma fase  natural e inevitável do envelhecimento. Ao contrário de procurar tratamento, muitos se resignam com a condição, dando desculpas, tais como: “Estou muito velho” ou “Não estou mais interessado”. Felizmente, existe cada vez mais informação disponível para ajudar o homem de qualquer idade a perceber que existem opções disponíveis para tratar a DE.

O que acontece na primeira consulta?

A primeira consulta ao médico freqüentemente com­preende um exame completo. Este exame provavelmente incluirá um histórico médico e sexual detalhado, seguido de exame físico e testes laborato­riais básicos. Os resultados do exame ajudarão ao médico determinar a causa e a dimensão do pro­blema e sugerir possíveis opções de tratamento. Qualquer que seja o tratamento selecionado, a par­ceira desempenha um papel fundamental de apoio ao paciente. A maior parte dos médicos reconhece que as chances de um casal ter uma abordagem mutuamente benéfica no tratamento da DE, são bem melhores se trabalharem juntos. Esta parceria pode ser iniciada com uma consulta ao médico.

De  que  maneira os parceiros são  afetados pela DE?

Algumas mulheres  temem não serem mais atraentes aos seus parceiros, ou que esta atitude seja resultado de algo que elas tivessem feito de errado. Outras podem ficar preocupadas: “Há algo  ruim no nosso relacionamento?” ou, “Ele está tendo um caso?” Portanto, não conversar, pode contribuir para o surgimento de sentimentos de ansiedade ou depressão na parceira ou levá-la a exprimir raiva e frustração, se afastando mais do parceiro.

De que maneira os casais podem trabalhar juntos?

É necessário que os casais se comuniquem de maneira aberta e honesta entre sí. 0 mais importante é que os casais devem confrontar quaisquer dúvidas que tenham sobre o problema, dis­cutindo seus sentimentos e assegurando que cada um ainda se importa com o sentimento do outro. Os casais precisam manter esta comunicação durante o processo de tratamento.

Quais os tratamentos disponíveis para a  DE?

Nos dias de hoje ocorreram mudanças no estilo de vida e existem opções de tratamento disponíveis para homens com disfunção erétil. Um médico pode explicar as melhores opções de tratamento. Em alguns casos, a primeira opção de tratamento satisfaz plenamente o paciente e sua parceira. Para outros pacientes, diversas opções podem ser experimen­tadas antes que seja encontrada uma opção satisfatória. Entre as opções de tratamento comprovadas se encontram:

– Mudança de Hábitos e de Medicamentos:Parar de fumar pode ser um passo importante na redução do impacto ou, mesmo, na eliminação total da impotência. Mudança de medicamentos de prescrição, sempre sob orientação médica, também ajuda a enfrentar o problema.– Medicamentos Hormonais:Somente 50/o dos casos de disfunção erétil são causados por níveis irregulares de hormônios sexuais, tais como taxas baixas de testosterona, excesso de prolactina e excesso de estrógeno. Felizmente, para os homens que por um desequilíbrio hormonal, exis­tem medicamentos que podem restaurar este equilíbrio.– Terapia Sexual:Em razão da disfunção erétil ser mais freqüentemente resultante de uma combinação de fatores físicos e psicológicos, o aconselhamento  e terapia reduz o nível da ansiedade, reduz o impacto e a duração do problema.Esta terapia pode ser usada em conjunto com outros tratamentos conduzidos por um médico.– Dispositivos de Vácuo:Este tratamento envolve o uso de um dispositivo externo a vácuo e de um ou mais anéis de tensão [basicamente, faixas de borracha). 0 dispositivo funciona inserindo-se o pênis num cilindro de plástico, que é então bombeado para criar um vácuo controlado. Assim que uma ereção ade­quada é obtida, uma faixa de contensão desliza, posicio­nando-se ao redor da base do pênis para manter a ereção; o dispositivo a vácuo é então removido. – Tratamento com Injeções no pênis :Uma das modalidades mais recentes de tratamento envolve a auto-aplicação de medicamento na parte lateral do pênis. Esta injeção, relativamente indolor, produz ereções de boa qualidade em cerca de 70-80 % dos pacientes. É uma opção segura e eficiente para os pacientes que não podem utilizar a via oral como tratamento. – Prótese  Peniana:Este tratamento consiste na colocação  de um dispo­sitivo fixo ou removível nas duas laterais do pênis, permitindo ereções com a freqüência desejada. Este tratamento não deve ser recomendado antes de terem sido considerados ou tentados outros métodos não cirúrgicos.–  Tratamento Oral:A ioimbina é encontrada naturalmente na casca de árvores perenemente verdes e tem sido usada há séculos.Estudos realizados questionam a eficácia da droga, entretanto, uma pequena porcentagem de homens relata a sua utilidade na disfunção erétil.

 

Entre os tratamentos existentes, é o de mais fácil administração, com excelentes resultados e que vem mudando a resposta sexual de milhares de homens no mundo. ALÉM DO VIAGRA HOJE TEMOS O CIALIS, ZYDENA E LEVITRA, medicamentos lançados no Brasil.

O Viagra® (SILDENAFIL) : uma das drogas mais consumidas no mundo, com eficácia comprovada de 60 a 80% é a opção mais fácil e mais utilizada no momento e plenamente conhecido pela população.

O Cialis® ( TADALAFIL) : Em comprimidos de 10 e 20 mg de cor amarelos claros e com forma de amêndoa; São inibidores da fosfodiesterase  5 nas células musculares do pênis, o que leva a manutenção da ereção peniana; Não deve ser utilizado junto com medicamentos anti hipertensivos a base de NITRATOS.  O homem deve tomar o comprimido 30 minutos antes da relação e o mais revolucionário, dito pelo fabricante, é o seu efeito permanecer por 36 horas. Como efeitos colaterais (em pequena porcentagem dos homens) podem ocorrer: cefaléia, indigestão, lombalgias , congestão nasal e tonturas. Bom resultado em 75% dos pacientes.

O Levitra®( VARDENAFIL): Aprovado na Europa em 07/03/2003 e há alguns dias lançado no Brasil. Age também como inibidor da enzima fosfodiesterase tipo 5 ,relaxando os músculos do pênis e mantendo a  sua ereção. Como forma de apresentação tem comprimidos de 5, 10 e 20 mg , de cor alaranjado. Age em 25 minutos após a sua ingestão e tem duração de 5 horas. Apresentou 73% de bons resultados. Como efeitos colaterais podemos citar a congestão nasal, a cefaléia, em pequena porcentagem dos pacientes.

Devemos ressaltar que um acompanhamento de terapia psicológica ( sexual)  também é necessário, pois qualquer destas opções de tratamento para a disfunção erétil não aumenta  o sentimento , o amor, a erotização e o desejo entre o casal, alicerces fundamentais para uma boa resposta sexual.  

 

E a queda de desejo sexual é comum?

Hoje é uma das maiores queixas sexuais tanto masculinas como femininas e por múltiplas causas:

Físicas:1-ESTAFA FÍSICA – O nosso corpo não é de aço e têm os seus limites.Exigindo demais dele faz com que as suas respostas, sexuais ou não, não tenham a mesma intensidade e rapidez. PRIMEIRO TEMOS QUE NOS CUIDAR FISICAMENTE.2-USO DE DROGAS, ALCOOLISMO E CIGARRO – Estes vão minando as nossas resistências e vão destruindo as nossas respostas nervosas e vasculares, do que depende o nosso desempenho sexual.3-USO DE MEDICAMENTOS –Alguns como calmantes, antidepressivos, anti-hipertensivos e outros podem alterar a resposta sexual.4-ALTERAÇÕES HORMONAIS – no homem e na mulher.5- TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL – podem causar sintomas que dificultam a intimidade (dor nos seios,dores de cabeça,irritabilidade)e os homens precisam respeitar estes momentos.6-DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E INFECÇÕES GENITAIS –podem causar dor, corrimentos, mau cheiro etc.

Psicológicas –  As mais comuns são:1-ESTRESSE PSICOLÓGICO –excesso de trabalho, ansiedade contínua entre outros fatores deixam a pessoa sem energia e cabeça para começar qualquer atividade sexual.2-DEPRESSÃO – muito comum atualmente e leva à perda do interesse pelas coisas que dão prazer na vida como, por exemplo, o sexo.3-BAIXA AUTO-ESTIMA – não gostar de si próprio tanto fisicamente com psicologicamente; leva a não querer exibir o próprio corpo.4-PROBLEMAS PESSOAIS – desemprego, falta de dinheiro, doenças na família , etc 5-INFEDILIDADE – a traição deixa mágoas difíceis de esquecer e altera a resposta sexual masculina e feminina.6-O DIA A DIA – a repetição diária da forma de expressar a sua sexualidade é altamente destrutiva ao casal.7-FALTA DE ORGASMO – sem dúvida este fator mais para as mulheres levam a falta de interesse sexual e afastamento do parceiro.8-COBRANÇAS SEXUAIS CONTÍNUAS – não aceitar um não, fazer exigências sexuais, a necessidade sempre de grandes orgasmos vão tirando a qualidade do sexo e os parceiros perdem a libido.

Se você  perdeu o desejo sexual não desanime pois com o tratamento adequado com o terapêuta sexual você pode aumentar muito a  sua intensidade do desejo e resgatar as suas respostas sexuais e o prazer.

– Quais as causas  que levam as mulheres a ter PROBLEMAS  SEXUAIS?

Devemos considerar, na sexualidade humana, os problemas sexuais femininos, cujas mulheres se apresentam em uma situação sexual que as atrapalha e as tornam infelizes. Podem ocorrer em uma das três fases da resposta sexual: no desejo sexual(já discutida na pergunta anterior), na excitação sexual ou no orgasmo.

– Na fase de excitação Sexual  (e penetração peniana)       Nesta fase, o corpo da mulher se prepara para o ato sexual: lubrificação da vagina, rubor sexual (a região fica avermelhada), o clitóris fica intumescido (inchado), etc. Se esses fatores fisiológicos não ocorrerem, há a chamada disfunção sexual geral, que pode acarretar o desconforto ou dor que acontece com a penetração vaginal  ou durante o ato sexual.- Vaginismo: é a dor na penetração do pênis provocada  por uma contratura muscular espasmódica que impede ou dificulta a penetração vaginal. Geralmente é uma alteração psicossomática causada   por distúrbio de fundo  emocional que se exterioriza em modificação corporal. Dispareunia: refere-se  à dor que algumas mulheres sentem durante a relação sexual. Vai desde uma  irritação até dor intensa. Pode ser causada por: a) alterações  anatômicas dos órgãos  genitais como aderências após cirurgias abdominais, e principalmente por inflamações vaginais com corrimentos não tratados. b) por fatores psicológicos (falta de interesse pelo coito, ausência de envolvimento afetivo com o parceiro sexual, temores quanto ao desempenho sexual , etc.).

     – Na fase do orgasmo  – 35% das mulheres fingem ter orgasmo nas relações sexuais. A dificuldade de obter orgasmos é chamada anorgasmia. Este pode ser um caso de inadequação sexual do casal, que pode ser bem resolvido com uma terapia sexual. As causas mais comuns ORGÂNICAS são a Diabetes e  lesões neurológicas responsáveis pela falta de respostas sexuais. A menopausa e a remoção dos ovários não inibem sua resposta erótica e nem provocam a frigidez.Nas causas PSICOLÓGICAS as mais comuns são a estimulação inadequada da mulher, as inibições e dificuldades de aceitar o próprio corpo, a tensão emocional e problemas de relacionamento do casal.

O seu trabalho de terapia sexual é bem aceito por seus pacientes?

Com certeza que sim.No início há uma preocupação de se expor , de abrir o livro do coração e da sua sexualidade, mas rapidamente percebem que eu não os julgo, que o sigilo é total, que não tenho receitas de bolo ( mágicas e de fácil preparo) e a melhora é rápida e evidente . O meu papel é através de técnicas especiais, resgatar a sexualidade perdida ou nunca tida, mas por eles mesmo, pelo seu próprio potencial sexual e erótico. Estou muito feliz com os resultados obtidos.

O Terapeuta Sexual é um profissional com treinamento específico para a abordagem de dificuldades sexuais. Na maioria das vezes, seja ele psicólogo ou médico, o terapeuta sexual tem condições de orientar os problemas emocionais que com freqüência estão ligados às disfunções sexuais.A Terapia Sexual se propõe a eliminar a disfunção sexual do paciente e esta terapia utiliza exercícios sexuais de comunicação como parte essencial do tratamento. Evitamos o papel tradicional do médico de assumir a postura de autoritarismo e paternalismo. No entanto, é certo que ele tome parte ativa dirigindo, interpretando e determinando os objetivos do paciente.   O terapeuta atua, no casal, como facilitador do seu crescimento e de sua mudança caminhando para a melhora ou cura da disfunção sexual.

Dr Celso dê algumas Dicas  sexuais para Homens e Mulheres .

A nossa primeira preocupação para se ter uma resposta sexual mais intensa e prazerosa é a identificação da  nossa sexualidade e a melhor forma de expressá-la ao parceiro sexual.Conhecer cada centímetro do próprio corpo, o que ocorre quando tocado,quando acariciado é a condição   primeira para ser um(a) bom(boa) parceiro(a) sexual.

Aqui estão algumas dicas importantes para se ter um relacionamento sexual feliz:-Cada mulher tem sensibilidade  e ritmo exclusivos e individuais, mas todos os homens deveriam saber que, em termos gerais que  a mulher requer mais tempo de estimulação para chegar ao orgasmo; a resposta feminina na cama depende muito de fatores psicológicos e emocionais. Ela gosta de receber carinhos não só no momento do sexo. Odeia ser usada como objeto sexual e algum vínculo afetivo é essencial;  as zonas erógenas femininas são dispersas e não concentradas apenas nos órgãos genitais; a nuca, os ombros, os seios, as nádegas, a face interna das coxas costumam ser zonas erógenas na mulher e sua estimulação não deve ser esquecida; ainda que o clitóris seja o centro da resposta orgástica, o homem não deve arriscar-se a estimulá-lo sem preliminares, pois isso pode ser doloroso e inibir definitivamente o clímax; antes de tocar diretamente o clitóris, devem-se acariciar as zonas periclitorianas;
– para a mulher o medo de uma gravidez indesejada afeta muita a sua resposta sexual, portanto é preciso evitar este medo com um método anticoncepcional em que a mulher confie (deve-se ir ao ginecologista para que ele receite o anticoncepcional adequado). Ao mesmo tempo, recomenda-se à mulher os seguintes exercícios, denominados exercícios de Kegel:  contrair e relaxar os músculos perivaginais. Os homens também podem contrair estes músculos. -homem: você deve deixar de lado as cobranças sexuais que rondam a sua cabeça antes e principalmente na hora do sexo – ser um atleta sexual, ter uma ereção por horas, ter múltiplos orgasmos e fazer a sua parceira “pedir água” na concepção da palavra e sempre ter muitos e muitos orgasmos. Nunca se esqueça do beijo e logicamente um bom banho, barba feita, e outros preparos. Você se arruma e fantasia a próxima relação sexual como antigamente?. Vá com calma e descubra detalhes da resposta sexual dela e do que e como ela gosta. Entregue-se como se ela fosse a mulher que você sempre desejou e que a ama muito. O resultado será muito bom.

A intenção deste artigo não é ensinar a prática do sexo e sim valorizar uma sexualidade sadia, intensa  e principalmente com muito sentimento e respeitando-se os limites de cada um. Cada homem e cada mulher é responsável pelo seu próprio prazer. A parceria no casal no sexo com estes ingredientes aumentará a aproximação e tornará a vida mais prazerosa e feliz. Boa sorte.

TERAPIA SEXUAL – CURA DAS DISFUNÇÕES SEXUAIS

 Uma dona de casa lê um artigo e descobre que sofre de uma disfunção orgástica, ou seja, incapacidade de alcançar o orgasmo nas relações sexuais. Um homem de negócios bem sucedido torna-se sexualmente impotente e não consegue descobrir qual a causa dessa disfunção. Para solucionar suas dificuldades sexuais a quem deveriam recorrer essas pessoas? Com certeza a um terapeuta sexual.

 Há muito pouco tempo não existiam especialistas que pudessem tratar adequadamente os portadores de tais distúrbios. Muitos médicos chegam mesmo a evitar a abordagem franca de questões sexuais na prática clínica, por sentirem-se pouco à vontade nessa área específica de atuação profissional. Não é crítica, pois não existiam estudos sobre o assunto mesmo nas faculdades de medicina e este era tratado de forma muito superficial.

 O Terapeuta Sexual é um profissional com treinamento específico para a abordagem de dificuldades sexuais. Na maioria das vezes, seja ele psicólogo ou médico, o terapeuta sexual tem condições de orientar os problemas emocionais que com freqüência estão ligados às disfunções sexuais.

 Em muitos casos, as disfunções sexuais podem ter suas raízes em causas mais imediatas e mais simples, do nosso dia a dia, do stress contínuo, da ansiedade crescente e também por causas orgânicas, doenças que alteram a nossa resposta sexual. Muitos pacientes respondem rápida e favoravelmente aos métodos de tratamento planejados, eliminando os obstáculos ao funcionamento sexual normal e prazeroso.

 A Terapia Sexual se propõe a eliminar a disfunção sexual do paciente e esta terapia utiliza exercícios sexuais de comunicação como parte essencial do tratamento. Evitamos o papel tradicional do médico de assumir a postura de autoritarismo e paternalismo. No entanto, é certo que ele tome parte ativa dirigindo, interpretando e determinando os objetivos do paciente.

 O terapeuta atua, no casal, como facilitador do seu crescimento e de sua mudança caminhando para a melhora ou cura da disfunção sexual. Com freqüência o terapeuta participa ativamente nas reações dinâmicas que se estabelecem no casal, retirando-se de campo assim que possível devolvendo-lhes a responsabilidade.

 Sabemos hoje que as disfunções sexuais são também reflexos de influências culturais e emocionais do que propriamente “doenças”.Antes de se confirmar um diagnóstico de disfunção sexual como impotência ou vaginismo, é essencial afastar a possibilidade de um distúrbio orgânico. Isto é realizado com exames físicos e complementares que confirmem ou esclareçam a doença.

 É fundamental que haja a participação do (a) companheiro (a) do (a) paciente em tratamento, pois, toda disfunção sexual lhe repercute em maior ou menor grau. Se o tratamento for realizado apenas com a pessoa em quem se manifesta a disfunção, o outro parceiro pode destruir ou comprometer grande parte do esforço terapêutico por incompreensão da verdadeira natureza da dificuldade do casal.O fundamental na terapia sexual é estabelecer um relacionamento tranqüilo e mais afetivo entre o homem e a mulher.

 Em resumo, o tratamento inicia-se com uma consulta individual e após com o casal, quando se explicam os processos e os objetivos do tratamento. Se o casal concordar iniciam-se sessões de terapia quando se recomenda a troca de carícias íntimas suaves e afetuosas para que os parceiros descubram naturalmente os chamados focos sensoriais um do outro (as regiões que mais se sente prazer). A linguagem do tato é reforçada por estímulos olfativos e visuais. O importante é o casal descobrir que a função sexual não é apenas expressão física. O tratamento evolui com exercícios e orientações sexuais que o casal realiza em casa. Ocorre uma aproximação intensa e cada um dos parceiros pode descobrir novas respostas sexuais próprias ou do outro, nunca antes percebidas. Como a comunicação dos parceiros em nível corporal melhora sensivelmente, o relacionamento torna-se mais espontâneo e a solução da disfunção sexual começa a aparecer.

 Podemos concluir que quando o casal ou somente o paciente com sintomas se integra totalmente no tratamento, a terapia sexual dá excelentes resultados.