O PRAZER SECRETO: TUDO SOBRE SEXO ANAL.

lovro

PREFÁCIO

Empty section. Edit page to add content here.

CAPÍTULOS DO LIVRO

Tópicos livro 

 

  • Apresentação
  • Prefácio
  • Mitos
  • Variações, desvios e parafilia
  • Pesquisas
  •             Homens
  •             Mulheres
  • Anatomia
  • Como fazer
  •             Diálogo
  •             Dilatação (preparo) / Acessórios
  •             Penetração
  •             Posições
  •             Higiene
  • Complicações
  •             Fissura
  •             Agravamento de hemorróidas
  •             Relaxamento da musculatura
  • Bizarro
  • Psicologia
  • Depoimentos
  • Dúvidas mais comuns
  • Perguntas e respostas

CHARGES DO LIVRO

SEMPRE USAR MUITO LUBRIFICANTE

ILUSTRA MARZANO4

SEXO ANAL= USAR SEMPRE CAMISINHA

ILUSTRA MARZANO11

DÚVIDAS E MEDOS

AS DÚVIDAS, MEDOS E MITOS DO SEXO ANAL

VELOCIDADE REDUZIDA É MELHOR

ILUSTRA MARZANO7

ASSUNTOS MAIS PICANTES NO LIVRO

– Por que o sexo anal ainda é considerado um tabu? O “problema” está mais na cabeça das mulheres ou de homens e mulheres?

A prática do sexo anal é, provavelmente, o maior tabu sexual existente em nossa sociedade. A penetração pelo ânus parece – para algumas pessoas – como uma prática cruel e suja. Quando o sexo anal é citado na mídia, geralmente leva a idéia de negatividade, violência e degradação e dificilmente de positividade ou prazer.

A sua reputação ficou pior ainda nas últimas décadas, devido ao surgimento do vírus HIV, da AIDS, que é facilmente transmitido pelo sexo anal desprotegido. Apesar de tudo isso, algumas pessoas gostam muito da prática do sexo anal, enquanto outras odeiam e rejeitam. Um terceiro grupo, ainda, nunca tentou e tem curiosidades.

De maneira geral, o sexo anal não deve ser dolorido. Se doer, é porque o casal está fazendo algo de errado. A falta de informações técnicas é, provavelmente, a causa das doloridas tentativas desta variação sexual.

É totalmente possível praticar o sexo anal com segurança e prazer, usando lubrificante, camisinha e técnica adequada. Mesmo assim, existem pessoas que não curtem, não aceitam. Se o seu parceiro ou parceira for uma dessas pessoas, respeite seus limites e não o force.

Devemos ter em mente que as formas de compartilhar o sexo devem ser desenvolvidas e que a busca de novas formas de prazer é natural. As ações básicas do sexo são fáceis e simples e já estão dentro de nós, fazendo parte do nosso instinto.

O sexo anal é uma variação sexual que envolve pessoas em busca do prazer. A intenção do casal homossexual ou heterossexual é a felicidade, e no aspecto sexual a entrega, a busca de novos prazeres sexuais e a intimidade. Fica clara a intensão da troca de energias sexuais positivas, onde um quer ajudar o outro. Muitos depoimentos relatam que a prática leva à experiência e à perfeição, e que a melhor maneira de aprender sobre o sexo anal é fazê-lo.

– No geral, as mulheres que experimentam gostam da experiência e passam a repetir ou costuma ser traumática?

Se a prática é feito com conhecimentos técnicos com detalhes, muita intimidade, muita confiança e muito tesão ela será repetida muitas vezes, independente da orientação sexual.

– Existem números (pesquisas) mostrando o número de mulheres que gostam de sexo anal?

Sem dúvida que sim. O sexo anal faz parte de 65% das fantasias masculinas e 30% das femininas.

Milhares de homens e mulheres, heterossexuais, homossexuais ou bissexuais estão iniciando e experimentando a prática do sexo anal. Há cinqüenta anos (1955), o sexólogo Alfred Kinsey disse que a região anal tinha um significado erótico para muitos homens e mulheres da população americana. Em suas pesquisas 11% dos homens casados relataram uma freqüência de uma a múltiplas vezes da prática do sexo anal (Kinsey, Alfred C. et al ,1948). Entretanto, os mitos e tabus sexuais inibem as pessoas de falar, discutir, pensar ou aprender sobre o uso sexual do ânus.

A importância de conhecer tudo sobre sexo anal é reforçada pelos dados do Estudo da Vida Sexual do Brasileiro (Carmita Abdo – 2004) que mostram que o sexo anal faz parte do ato sexual masculino em 28,4% e do ato sexual feminino para 15% dos 6923 brasileiros entrevistados nesta pesquisa.

 

– Como fazer para relaxar e curtir? Conversar antes com o parceiro, estipular limites?

O mais importante na prática do sexo anal é saber detalhes do assunto. Assim a pessoa fica com mais confiança e vai para a prática mais tranquila e sem medos. É importante saber detalhes da anatomia. O canal do reto tem por volta de 17 cm de comprimento. Do lado de fora do canal do reto encontra-se o ânus, que é mantido fechado pelo músculo esfíncter externo. Este é o músculo que você pode apertar ou relaxar quando evacua – é um músculo voluntário, que se pode controlar.

Logo após vem o músculo esfíncter interno, sobre o qual não se tem controle voluntário, ou seja, é controlado pelo sistema nervoso central. Se a pessoa está relaxada, este músculo também está; porém, se esticar nervoso, tenso, o esfíncter externo e o interno ficam muito contraídos. Quanto mais atenção você tem com os músculos dos esfíncteres mais fáceis será relaxá-los. Como os dois músculos funcionam em harmonia, você pode estimular o esfíncter interno a relaxar relaxando o esfíncter externo.

Estes músculos são os que provocam dor quando são forçados a serem penetrados (por exemplo, no sexo anal tenso e com medo). Para que algum acessório ou o pênis penetre o canal anal, os dois esfíncteres devem estar relaxados.

Portanto, a penetração deve ser lenta, progressiva, não violenta e com muita atenção do parceiro penetrante. Uma vez vencida esta válvula, o procedimento com outras válvulas que virão depois desta primeira deve ser o mesmo.

Em certo momento, o parceiro penetrante percebe que o canal anal relaxa e recebe totalmente o pênis (dependendo do tamanho do mesmo, supondo um pênis de 16 cm), sem tensão e com sensações de maior prazer para ambos os parceiros. Uma vez ultrapassado estes dois esfíncteres (01 e 02) chega-se ao canal do reto.

O reto é um delicado compartimento (canal) com muitos músculos, muito vascularizado, mas poucas terminações nervosas. É grande o bastante para acomodar um objeto que tenha entre 12 e 17 centímetros de comprimento. Tem de 15 a 35 cm de circunferência.

De forma geral, as sensações relatadas por praticantes do sexo anal, nas primeiras vezes, é que a única sensação com a penetração é a de preenchimento e pressão contra as paredes do reto, dando a sensação de vontade imediata de evacuar.

Com a experiência, o praticante começa a ter prazer que, acompanhadas por todo o envolvimento, passam a ser momentos envolventes de trocas de sensações sexuais muito agradáveis.

Na variação de posição onde a pessoa esteja de pé, o reto forma um ângulo com a entrada do ânus, de modo que a introdução de um acessório rígido atingirá a parede posterior do reto, fazendo com que seja muito difícil continuar a penetração. Se insistir, é provável que o penetrado sinta incômodo ou dor. Se a parceria a ser penetrada estiver deitada ou na posição de quatro o canal do reto fica mais retificado facilitando a penetração.

 

– O que pode ser feito nas preliminares (beijo grego, massagem na região)? Melhor gozar antes com sexo vaginal ou estimulação para estar mais relaxada ou manter o tesão?

A resposta sexual depende diretamente de suas emoções. Desta forma, para a prática de qualquer variação sexual, incluindo o sexo anal, esta resposta depende do grau de interesse, intimidade, cumplicidade e sentimento que existe entre o casal, seja heterossexual ou homossexual. As carícias, as palavras doces, o jogo de sedução, o toque sensual, o abraço, o beijo, as fantasias, a imaginação, a masturbação, o sexo oral e anal, e a variação de posições sexuais fazem parte do exercício da sexualidade.

Qualquer prática nas preliminares que leve ao prazer ajuda a excitação, a manutenção do tesão e favorece o orgasmo. Usar os 5 sentidos é essencial para que a resposta sexual se mantenha crescente: beijo grego, anulingue, massagem, masturbação anal com os dedos ou acessórios sexuais e brincadeiras aumentam o tesão e favorecem o prazer. O gozar antes pelo sexo vaginal ou masturbação critoriana pode ajudar no relaxamento anal e favorecer a prática.

 

– Qual lubrificante é o mais indicado e como/onde passar? (só no anus, no ânus e no pênis)

Lubrificante: deve usar muito e sempre a base de água. Evitar qq outro lubrificante.

A anatomia do ânus tem características específicas que o diferem de outras partes do corpo. O ânus não é tão elástico quanto a vagina e nem produz uma lubrificação natural como ela.

Quando se pensa em sexo, pensa-se em penetração, o que sugere o contato da pele do pênis com mucosas. As mucosas são finas e sensíveis ao atrito. Para a facilitação da penetração e para que o atrito não ocasione lesões leves ou graves, o uso de um lubrificante é indispensável.

Desta forma, é preciso utilizar algum gel à base de água, vendido em farmácias, para amenizar o atrito do pênis. Não outros tipos, como cremes, que além de possibilitarem uma irritação local na maioria das vezes, podem comprometer o preservativo fazendo-o se romper.

Alguns casais utilizam cremes hidratantes em vez de um lubrificante. Só que isso não surte um efeito muito eficaz: após alguns instantes, o hidratante penetra na pele e não cumpre a função de amenizar o atrito. Lubrificantes oleosos ajudam no rompimento da camisinha porque alteram a estrutura da mesma e devem ser evitados.

Os cremes ou óleos à base de vegetais ou minerais (vaselina, creme hidratante, manteiga, creme de barbear, etc.) não são adequados para lubrificar o ânus ou a camisinha. Estes produtos aquecem e fazem distender o látex da camisinha, provocando o seu rompimento.

Podem também dilatar os poros do látex, permitindo a passagem do HIV para a mucosa anal. Vale a pena observar que a vaselina, por não ser solúvel em água, pode produzir algum tipo de irritação na mucosa. A saliva pode ser utilizada, mas geralmente é insuficiente em quantidade para uma boa lubrificação.

 

– Quais seriam as posições que diminuiriam a dor?

A melhor posição é aquela em que a pessoa se sente relaxada e acomodada. Isso vai variar de pessoa para pessoa. Algumas preferem ficar de lado, outras deitadas de barriga para baixo e outras se sentem melhor quando colocam um travesseiro debaixo do ventre. Uma posição muito pedida pelos homens é a famosa de quatro, ou seja, a pessoa fica apoiada nos joelhos e mãos ou cotovelos. Mas cada pessoa, com a prática, vai desenvolvendo suas preferências de posições.

Não se deve, em hipótese alguma, introduzir o pênis na vagina logo após a penetração anal. É fundamental que seja feita a higiene do órgão, caso contrário poderá causar infecções devido a transmissão de bactérias das fezes de um lugar para outro. Não se pode esquecer que o uso do preservativo é essencial. Não é preciso saber mais do que uma posição. O importante é começar vagarosamente pela posição em que os parceiros se sintam mais confortáveis e desinibidos. Com o tempo, podem tentar outras posições e aprender os melhores ângulos e técnicas.

Posição lateral de costas – colher de costas – Spooning – on Back Side

Esta é uma outra posição boa para o iniciante, conhecida também como anal lateral, onde o receptor se coloca de lado e o penetrante fica por trás. Aqui o penetrante pode ditar o ritmo de acordo com a resposta do penetrado, podendo não ir rápido demais para não gerar ansiedades e temores por dor e ferimentos.

 

Prós: posição confortável e relaxante. Não exige muito esforço físico. Aqui o carinho, os beijos no pescoço e nas costas são sugestionáveis, favorecendo a excitação e a entrega de corpo e mente. Os dois podem ter grande variedade de ângulos e sensações de acordo com a movimentação que fizerem para cima ou para baixo. Também se pode facilmente tocar nos genitais, facilitando o orgasmo. O maior ganho nesta posição – no caso de relação heterossexual, para a mulher – é a prevenção de contaminação por fezes ou resíduos fecais. Na retirada do pênis, no final da relação, ele desliza e cai para baixo e não encosta na vagina.

Contras: aqui a penetração é mais rasa (para alguns praticantes, isto é vantagem e para outros, desvantagem). Também não dá para ficar frente a frente, sentindo a respiração, o beijo, o olhar.

MITOS DO SEXO ANAL

Mitos mais comuns:

Dor no sexo anal

A crença de que a estimulação anal, principalmente o coito, tem que machucar ou doer é falsa. A maioria dos praticantes do sexo anal não tem dor alguma. Este medo assusta e afugenta a maioria das pessoas desta prática sexual. Entre homossexuais, onde a prática anal é constante a dor é praticamente ausente. Se presente em pequena intensidade e só na penetração não atrapalha o prazer. Sempre que existir dor significa que algo está inadequado naquele momento. Como o ânus é uma região muito inervada, pode levar a dor. No sadismo sexual, a dor é uma fonte de muito prazer.

Quando ocorre qualquer possibilidade de penetração anal (com o dedo, objeto ou pênis) ocorre um espasmo (contração) dos músculos locais como se fosse uma defesa para a não penetração. Haverá dor se os parceiros não esperarem até que estes músculos relaxem. O relaxamento depende da cumplicidade, confiança e do carinho. Desta forma, haverá ausência de desconforto local, relaxamento maior e regressiva dor muscular, o que facilitará a penetração.

 

Perda de fezes após o sexo

Este é um acontecimento raro nesta prática sexual. A anatomia da região anal mostra no ânus dois esfíncteres musculares em forma de anel que circundam o canal anal e que funcionam de forma independente. O esfíncter externo é voluntário (você tem controle dele) e o interno é involuntário (você não tem controle de sua contração). O esfíncter externo você controla como, por exemplo, os músculos da sua mão, isto é, você os contrai e relaxa quando quiser.

O esfíncter interno é diferente, ou seja, controlado pela parte autônoma do sistema nervoso central, como os músculos do coração. Este (interno) reflete e responde ao medo e à ansiedade durante o sexo anal.

Quando ocorre uma penetração sem que o receptor esteja preparado, com os músculos dos esfíncteres contraídos, pode ocorrer trauma com ruptura de fibras musculares, gerando dor ou sangramento.

Nos casos de atentado violento ao pudor pela introdução de acessórios de grosso calibre no ânus, de forma violenta, sempre há lesões de maior ou menor grau.

Se experiências traumáticas como estas forem repetitivas, ocorrerá lesão grave e permanente dos músculos levando à perda de fezes de forma involuntária.

Para um relaxamento melhor no ato sexual, muitas vezes um treinamento prévio ajuda. Treinar no banho com a introdução do dedo, ou de acessórios tais como plugs anais. De início, com o dedo pode ser mais apropriado para que você possa sentir o esfíncter externo e o interno. Com o tempo, os músculos responderão à sua vontade, simplesmente conforme você for prestando mais atenção àquela região que você pretende relaxar.

Orgasmo anal. É possível?

Sem dúvida que sim. Em entrevistas de praticantes muitos relatam orgasmos e também muitas mulheres e homens chegam ao orgasmo com o sexo anal e com uma estimulação genital concomitante. Outros não têm orgasmo, mas não vêem nisto uma derrota e sim uma forma de aproximação, carinho e amor. As mulheres têm maior possibilidade do orgasmo quando praticam contrações musculares da vagina e da região pélvica que aumentam a sua excitação, somada ao efeito da fantasia excitante de estar sendo penetrada. Entre os homens, a estimulação da próstata e região facilita o orgasmo. A excitação aumenta também no sexo anal quando os participantes estão envolvidos em muita fantasia e imaginação. No entanto, a estimulação direta genital tem o papel importante para se chegar ao clímax quando o sexo anal está sendo praticado.

Existem depoimentos claros, tanto de homens como de mulheres que praticam o sexo anal, que relatam ter orgasmos sem qualquer outra estimulação concomitante. A experiência, a excitabilidade e a erotização individual do ser humano é que determinam estas diferenças na sua resposta sexual.

 

O sexo anal é necessariamente um ato de dominação!

A dominação e a submissão fazem parte de muitos momentos eróticos e são aceitos normalmente por seus praticantes. No entanto, certas posições sexuais praticadas no sexo anal sugerem maior dominação de um lado e maior submissão do outro. Estes pensamentos negativos podem inibir o prazer, diminuir a excitação e favorecer a tensão dos músculos anais. O sexo anal deve ser evitado se é compreendido como expressão do poder. Por outro lado, esta variação sexual pode ser muito prazerosa para os parceiros sem existir esta questão de dominação e dominante. Outras vezes a fantasia da dominação e submissão excita e mobiliza o coito anal.

O sexo anal sempre traz algum prejuízo ao corpo

Esta afirmação não é verdadeira. O sexo anal é uma prática que exige conhecimentos prévios de como praticá-lo de forma adequada entre homens e mulheres de qualquer orientação sexual (heterossexuais, homossexuais, bissexuais e transexuais) ou de qualquer crença religiosa.

Nenhum prejuízo é causado por esta variação sexual se os dois parceiros a aceitam, a conhecem e a praticam com técnica correta, delicadeza e preparo psicológico.

A agressividade, a dor e o sangramento são raros e  resultam de contusões, lesões locais, gerando ansiedade e afastamento dos parceiros.

O maior prejuízo possível nesta prática sexual são as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Gonorréia, Sífilis, Herpes, HPV e AIDS são as mais comuns. Outras contaminações possíveis ocorrem na vulva, vagina e boca em situações de erros de higiene e de cuidados locais. Desta forma, o uso do preservativo (camisinha) é muito importante para a sua proteção. Em relacionamento monogâmico, com dois parceiros saudáveis, o risco da transmissão de doenças é mínimo.

AS DÚVIDAS, MEDOS E MITOS DO SEXO ANAL

AS DÚVIDAS, MEDOS E MITOS DO SEXO ANAL

PALAVRA DO SEXÓLOGO

PALAVRA DO SEXÓLOGO

 A prática do sexo anal é provavelmente o maior tabu sexual existente em nossa sociedade. A penetração pelo ânus parece – para algumas pessoas – como uma prática cruel e suja.

A sua reputação ficou pior ainda nas últimas décadas devido ao surgimento do HIV, que é facilmente transmitido pelo sexo anal desprotegido. Apesar de tudo isso, algumas pessoas adoram a prática do sexo anal. Outras odeiam. E outras nunca tentaram e estão curiosas.

De maneira geral, o sexo anal não deve ser dolorido. Se doer, é porque o casal está fazendo algo de errado na técnica. A falta de preparativos é, provavelmente, a causa das doloridas tentativas do sexo anal.

É totalmente possível incluir o sexo anal em sua vida sexual com segurança e prazer usando lubrificante, camisinha e tendo paciência suficiente. Mesmo assim, há pessoas que não curtem, e se seu parceiro ou parceira for uma dessas pessoas, respeite seus limites e não o force.

Este livro não tem a intenção de incentivar esta variação sexual, mas sim elucidar dúvidas, quebrar mitos e tabus que arrastam sofrimentos por centenas de anos. A nossa cultura, que fala muito pouco sobre sexualidade, e muito sobre sexo, não dá a oportunidade àqueles que querem saber detalhes das diversidades sexuais, mesmo que não desejem praticá-las.

Respeitando todas as pessoas, todas as crenças religiosas, todas as culturas sociais, e como estudioso da sexualidade humana, acredito que não podemos protelar mais a abertura explícita do conhecimento dos detalhes da resposta sexual humana, incluindo-se a prática do tão fantasiado e tão desconhecido sexo anal.

Devemos ter em mente que as formas de compartilhar o sexo devem ser desenvolvidas e que a busca de novas formas de prazer é natural. As ações básicas do sexo são fáceis e simples e já estão dentro de nós, fazendo parte do nosso instinto animal. Temos que colocar para fora este potencial sexual, superar todos os medos e mitos e desenvolver uma parceria positiva e criativa com a pessoa desejada.

A cultura e a sociedade nos impõem proibições, culpas que nos impedem de fazer o que queremos. Na sexualidade tudo é uma questão de conscientização, aprovação, decisão, relaxamento e principalmente aprendizado.

O sexo anal envolve duas pessoas que criam entre eles os prazeres. Em algum momento haverá uma penetração. A intenção do casal homossexual ou heterossexual é a busca de novos prazeres sexuais e a intimidade. Fica clara a idéia da troca de energias sexuais positivas, onde um quer ajudar o outro. Como a prática dá a experiência, a melhor maneira de aprender sobre o sexo anal é fazê-lo.

Hoje não se fala mais na ação passiva e ativa, não se fala em dominação e submissão no sexo anal. São termos ultrapassados e preconceituosos que não refletem o vínculo afetivo entre dois parceiros. São rótulos falsos que devem ser evitados.

Um outro mito sobre sexo anal é que esta prática é só realizada por homossexuais. Não é verdade, pois muitos casais heterossexuais também o praticam pela possibilidade de experimentar uma posição sexual nova, diferente e muito prazerosa, para aumentar e realçar suas experiências sexuais.

Aprendendo novas técnicas e variações da sexualidade humana você pode, ou não, ter sensações e sentimentos negativos, especialmente se teve experiências ruins no passado. Entretanto, é importante manter a mente aberta e lembrar que todas as formas de variações das práticas sexuais, não importam se consideradas comuns ou não, são praticadas por milhares de pessoas.

Por isso, este manual foi criado para todos, homens e mulheres, heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, pois seu maior objetivo é esclarecer e propiciar relações mais saudáveis, higiênicas e, consequentemente, que tragam bem menos problemas para quem as pratica. Afinal, a informação é o segredo do sucesso!

PERGUNTAS MAIS COMUNS

– Urinar após a relação anal ajuda a evitar uma DST (Doença Sexualmente Transmissível)?

Ajuda, mas não é suficiente. Muitas DSTs são transmitidas também pela pele e pelo esperma (sêmem). O uso do preservativo é essencial.

 – Devo usar mais de uma camisinha no sexo anal?

R: Não, porque o atrito entre elas facilitará a ruptura das mesmas, colocando os parceiros em risco de contrair DSTs.

– Posso usar anestésico durante o sexo anal para não sentir dor?

Pode, mas tendo o ânus e/ou o pênis anestesiados, perde-se a noção da sensibilidade da pele destas regiões durante a penetração, impedindo que se perceba algo de errado que esteja acontecendo, como dor e ferimentos, por exemplo. Além disso, o prazer também ficará comprometido, já que as sensações não serão percebidas.

-A perda de fezes ocorre após quantas relações anais?

Não se trata de número de relações e sim da forma que são praticadas. Esta perda não ocorrerá com relações sem violência, com muita lubrificação e se ocorrer o relaxamento dos esfíncteres (anéis musculares) do ânus.

– Existe qualquer chance de engravidar pelo sexo anal?

Não há chance, mesmo sem o uso de preservativo, pois o intestino não tem nenhuma ligação com o sistema reprodutivo na mulher.

-Sexo anal dá coceira?

Em princípio, não; porém se não tiver uma higiene adequada antes e depois da penetração pode ocorrer alergia ou inflamação, o que pode causar coceira anal.

-Sexo anal pode estourar as hemorróidas?

Isto é raro acontecer. Hemorróidas externas (vasos sanguíneos) dificultam a penetração anal e se forçadas podem se romper e sangrar. Daí a necessidade da delicadeza e muita lubrificação. Se ocorrer o sangramento, a espera para uma nova relação anal deve ser de no mínimo cinco dias a fim de que haja tempo para uma perfeita cicatrização.

-E os pelos no ânus, atrapalham? Devo raspar ou fazer depilação?

Se a lubrificação for suficiente, não atrapalha. Para uma maior higiene e estética visual a depilação anal é indicada.

-O meu parceiro tem um pênis grande. Tenho medo de me machucar. Como faço para agüentar?

Relação anal com pênis de tamanhos maiores deve ser discutida e avaliada antes da sua realização. Na prática a penetração deve ocorrer lentamente e com muita lubrificação. O medo faz com que os anéis musculares – os esfíncteres anais – não relaxem, dificultando a penetração. Na prática o sexo anal com pênis maiores pode ocorrer como muito prazer e sem complicações.

 -Ele só quer sexo anal. Pode ser uma “doença sexual”?

Não se utiliza a expressão “doença sexual”. A procura de formas diferentes de prazer por variações de posições sexuais, inclusive pelo sexo anal, é considerada normal. Contudo, se a procura for só pelo sexo anal e isto estiver gerando alguma ansiedade, pode ser considerada uma parafilia (uma fixação em um só tipo de excitação sexual), e um terapeuta sexual deve ser consultado.

 -Só penso em sexo anal. Sou doente?

O pensar em sexo anal faz parte das fantasias sexuais masculinas e femininas. Portanto, pensar não é “doença”, mas sugiro fantasiar também com outras variações sexuais.

 -Tenho medo dele se acostumar com o sexo anal, “ficar viciado” e não querer outras posições sexuais que me agradam. O que faço?

O sexo anal pode tornar-se uma prática mais freqüente se for prazerosa, mas ele não vicia. A iniciativa de buscar outras posições sexuais pode ser do homem e também da mulher. Os homens gostam de mulheres ousadas.

 -Se eu estiver com corrimento vaginal, posso ter sexo anal?

O corrimento deve ser tratado, mas geralmente não há problemas na prática do sexo anal. São canais diferentes e não se interligam. O que ocorre é que corrimentos vaginais podem provocar incômodos ou dores que dificultam também a penetração anal.

 O sexo anal faz a próstata crescer no homem?

Não tem nada a ver. A próstata faz parte do sistema urinário e não do intestinal. O contato do pênis com o intestino que está ao lado da próstata pode massageá-la e proporcionar prazer e não desencadear qualquer doença prostática.

 -O pênis pode furar ou machucar o meu intestino e eu não sentir?

Acontecimentos raros nas práticas sexuais anais. Só se as regiões envolvidas na prática anal estiverem anestesiadas pelo uso exagerado de anestésicos locais ou por falta de lubrificação. Pode também ocorrer em situações agressivas e estupro anal. Esta região é muito sensível e qualquer ferimento será percebido.

 -Se a camisinha estourar e parte dela ficar dentro do ânus, o que fazer?

Se isso ocorrer, pare a relação, mantenha a calma e espere, porque na próxima evacuação os pedaços do preservativo sairão espontaneamente, sem qualquer complicação.

 -A dor no sexo anal diminui com o tempo e com mais relações?

A dor, quando presente no ato sexual, geralmente causa ansiedade e medo e a sua causa deve ser investigada. Quase sempre ela aparece por falta de técnica adequada, pressa, pouca lubrificação e não relaxamento da região anal. Pela prática do sexo anal adaptações ocorrem para um maior prazer e os parceiros se ajustam. Os parceiros devem sempre conversar sobre as dificuldades e fazer mudanças para evitar qualquer desconforto.

MÍDIA - LANÇAMENTO, INTERNET E FOTOS

Empty section. Edit page to add content here.

ONDE COMPRAR O LIVRO

você encontra este livro:

  • SEX SHOPS; BOUTIQUES ERÓTICA – LOJAS FÍSICAS E INTERNET
  • AMAZON.COM.BR:   LINK: http://www.amazon.com.br/s/ref=sr_nr_seeall_1?rh=k%3Ao+prazer+secreto%2Ci%3Adigital-text&keywords=o+prazer+secreto&ie=UTF8&qid=1451933404

HIGIENE PRÉVIA NO SEXO ANAL

 – A lavagem do reto é obrigatória para quem quiser fazer sexo anal?

Para não correr o risco de soltar detritos fecais no pênis do parceiro – sim, isso é possível – uma boa limpeza do ânus é imprescindível. Converse com o seu parceiro para saber o que ele pensa a respeito. Lembre-se que tudo pode ser resolvido quando há comunicação franca e aberta entre as pessoas. Para evitar que isso aconteça, evacue antes, se sentir vontade, e faça em seguida a devida higiene com água e sabonete, ou simplesmente faça a higiene local. Caso ocorra saída de fezes e seu cheiro característico, relaxe e encare o fato com naturalidade, sem vergonha.

 

Uma limpeza interna no ânus antes do sexo não é necessária. Nos filmes pornôs as atrizes é que fazem esse tipo de limpeza pelos seguintes motivos: estão ali para representar, vão passar horas encenando e a câmera vai focalizar bem de perto. No dia a dia não há necessidade de uma limpeza interna. Basta higienizar a região como você faz diariamente ao tomar banho.

 

Muitas mulheres e homens na hora do banho exploram a região do ânus para saber se tem resíduos fecais antes da possível relação anal. Após esta exploração, com muito sabonete e até lubrificantes, pode-se forçar a evacuação se ainda restar fezes na ampola retal. Para os homossexuais, a prática da lavagem interna é comum e se for realizada com lubrificação e cuidados para não se ferir, tem como resultado uma boa limpeza do reto.

Devido à dieta errada, stresse, constipação, diarréia ou outros problemas gastrointestinais pode haver mais fezes ou resíduos fecais no reto. Nestes casos e muitas vezes sob orientação médica pode-se optar pelo uso de uma limpeza mecânica do canal do reto, como no caso do uso de enemas antes do sexo anal: lavagem interna?

 

Com um produto médico chamado Fleet Enema (enemas) ou com o chuveirinho do chuveiro. O enema é o processo de introduzir água (ou outra solução líquida não irritativa) dentro do ânus para limpar o colon, reto e o canal anal. Quando o líquido penetra no canal do reto retira resíduos fecais e estimula a evacuação. É aconselhável que o enema seja realizado próximo ao banheiro pela urgência da evacuação que pode ocorrer.